Portas Abertas nos EUA critica legitimação da Coréia do Norte

O presidente da Portas Abertas nos Estados Unidos, Carl Moeller, afirma que a remoção da Coréia do Norte da lista-negra de terroristas dá legitimidade a um país que tem as piores violações no mundo à liberdade religiosa

“Não há nenhum outro país no mundo onde os cristãos sejam perseguidos de forma tão horrenda e sistemática”, alegou Moeller. “Muitas vezes, três gerações de cristãos são caçados e mortos, ou colocados na prisão.”

 “Tirar a Coréia do Norte dentre o rol de terroristas apenas prolonga a vida de um regime decadente, legitimando-o”, ele argumentou.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na semana passada que estava tirando a Coréia do Norte de sua listagem de Estados que patrocinam o terrorismo, em troca de garantias de que o regime norte-coreano retomaria o seu processo de desnuclearização e permitiria inspeções internacionais.

A Coréia do Norte está nessa relação desde 1998. Outros países que ainda permanecem na lista são Cuba, Síria e Irã.

Moeller acredita que a remoção da Coréia do Norte do rol de terroristas resultará em mais sofrimento para os cristãos.

A Portas Abertas classifica a Coréia do Norte como o número um dos países que mais perseguem os cristãos, em 2008. Simplesmente não há liberdade religiosa no país, pois o governo obriga todos os cidadãos a adorarem o atual líder Kim Jong Il e seu pai falecido Kim Il Sung. Ser identificado como cristão é o pior crime e pode resultar em prisão, tortura ou execução pública.

De acordo com as estimativas, há uma população cristã clandestina de pelo menos 200 mil pessoas na Coréia do Norte, e possivelmente outros 400 mil sejam cristãos. Pelo menos 25% dos cristãos norte-coreanos estão presos por causa de sua fé em campos de concentração, dos quais raramente se sai com vida.

“Precisamos fazer com que o governo dos Estados Unidos da América não se esqueça do terrível estado dos cristãos”, afirmou o presidente da Portas Abertas. “Diálogos futuros devem incluir liberdade religiosa e outros direitos humanos básicos.”

Moeller finaliza: “A Coréia do Norte não suavizou nem um pouco sua caça aos cristãos. Não devemos nos esquecer dos irmãos na Coréia do Norte e nem de como o regime de Kim Jong Il os mantêm encarcerados. Por favor, ore comigo para que essas correntes sejam quebradas”.