Freiras são raptadas próximo a fronteira com a Somália

| 14/11/2008 - 00:00


Continuam as negociações para a libertação de duas freiras raptadas por uma milícia somali rebelde à meia-noite do domingo, 9 de novembro, do distrito norte de Mandera, Quênia, próximo à fronteira com a Somália.

O pastor Alois Maina da Igreja da Comunidade em Mandera disse ao Compass que as duas freiras estavam em El-Haddah, Somália, a cerca de 30 quilômetros da fronteira. A TV Quênia Broadcasting confirmou que elas estavam na Somália.

Um padre católico em Mandera, que para ficar anônimo, disse ao Compass que os líderes católicos no local estavam colaborando com líderes de vilarejos tanto no Quênia quanto na Somália para negociar a liberação das freiras com a milícia.

“O que precisamos no momento é oração”, disse o padre.

As freiras foram capturadas em Elwak em um ataque à meia-noite por cerca de 20 homens somalis. Suspeita-se que eles eram membros do grupo rebelde muçulmano, Shabaab, que se diz ser ligado à al-Qaeda.

Foram usados três veículos no rapto, dois deles pertenciam ao governo e, o outro, a uma escola.

As freiras são membros da Ordem Pequenas Irmãs de Jesus. Elas foram identificadas como Caterina Giruado, 67, e Maria Teresa Oliviero, 61, ambas italianas.

Líderes católicos em Mandera se envolveram no processo das negociações para a libertação das freiras, disseram algumas fontes.

A polícia reportou que prendeu um suspeito relacionado ao seqüestro.

Grupos armados da Somália realizaram um grande número de seqüestros nos últimos meses, para pedir resgate, tendo como alvos estrangeiros ou somalis que trabalham em organizações internacionais.

Agências de ajuda humanitária relataram que 24 assistentes –20 deles somalis –foram mortos este ano na Somália, com mais de 100 ataques contra agências de ajuda.

“A tensão está alta na região após os ataques”, disse o pastor Alois. “Os moradores começaram a se mudar da cidade de Elwak, com medo de ataques da milícia ou de uma operação de segurança.”


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