Médico cristão paquistanês é libertado da prisão

| 19/11/2008 - 00:00


A corte paquistanesa absolveu o médico homeopata que havia sido acusado de ter escrito notas depreciativas sobre a barba do Profeta Maomé, fato que ocorreu em maio deste ano.

Dr. Robin foi liberado da prisão distrital de Gujranwala no dia 4 de novembro.

Robin disse que a corte o exonerou da acusação de blasfêmia após o homem que o acusou, Muhammad Rafiq, ter dito ao juiz Sadar Ahmad Maken que a queixa de blasfêmia, registrada contra Robin, havia sido um mal-entendido.

Dr. Robin fez um agradecimento ao chefe da Aliança Geral das Minorias do Paquistão (APMA), Shahbaz Bhatti: “Eu agradeço por terem mantido contato com a minha família durante esse tempo em que estive envolvido nesses problemas. O apoio moral e financeiro à minha família e a ajuda com advogados e trâmites legais me ajudaram a encarar de forma digna e corajosa esse período pós-prisão. A APMA tem sido um suporte inimaginável pra minha família e pra mim”.

Quando a ANS perguntou por que a acusação de blasfêmia foi retirada contra ele, Robin respondeu que era bem-quisto pela maioria dos muçulmanos por causa da sua postura hospitaleira, generosa e gentil.

Alguns muçulmanos começaram a fazer serviços de enfermagem, o que gerou uma situação de inveja, disse Robin. “Quando a situação chegou ao limite, eles armaram e me evolveram nesse caso de acusação de blasfêmia.”

Relembrando o tempo que passou na prisão distrital de Guajranwala, o médico cristão disse que orava o tempo todo para que seu maior temor – o de ser morto na cadeia ou condenado à morte – não se realizasse.

“Eu estudava a Bíblia depois que os outros prisioneiros iam dormir”, contou Robin à agência de notícias ANS.

Ele disse que Deus encontraria seu próprio jeito de ajudá-lo a passar por essa luta. “Vou passar mais tempo orando quando o medo ou qualquer possibilidade começar a me preocupar”, disse Robin.

Ele disse estar preocupado com o que aconteceria com sua família caso ele fosse morto na prisão, ou condenado à morte pela corte.

“Deus ouviu minhas orações. Ele protege o Seu povo. Estou agradecido pela minha liberdade”, disse Robin.


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