Entrada e saída de cristãos no país são arbitrárias

| 24/11/2008 - 00:00


O governo turcomano freqüentemente impede de sair do país aquelas pessoas de quem não gosta, inclusive religiosos proeminentes. Ao mesmo tempo, os rígidos critérios de entrada no Turcomenistão impedem comunidades religiosas de convidarem estrangeiros, deixando-as muitas vezes isoladas do mundo exterior.

Proibida de entrar

Tatiana Kalataevskaya, filha do pastor batista Vyacheslav Kalataevsky, teve de deixar o Turcomenistão em 1º de novembro. “Ela não foi forçada a sair, mas as autoridades turcomanas não fizeram nada para lhe permitir ficar”, relatou a família.

Eles disseram que o Serviço de Imigração visitou-a em casa, em Ashgabat, e prometeu-lhe uma permissão para residir no país até o final de outubro. Entretanto, mais tarde, disseram que não puderam emitir a permissão porque nenhuma ordem havia sido recebida “de cima”.

“As autoridades não disseram porque não lhe deram a permissão. Podemos apenas supor que o motivo foi religioso, por causa de tudo que fizeram à nossa família”.

A família disse que Tatiana nasceu na Ucrânia, mas foi morar no Turcomenistão em 1999, quando sua família retornou para lá. Ela estava entre os membros da família que tiveram negada a permissão para residir no país em 2005. Sem a permissão, seu casamento com um cidadão turcomano não pode ser registrado oficialmente. Seus dois filhos nasceram no Turcomenistão.

Ele liderava uma congregação batista em sua cidade natal do Turcomenistão. Ele foi preso em março de 2007. Quando liberto, em novembro de 2007, foi forçado a deixar o Turcomenistão no mês seguinte, após as autoridades recusarem seu pedido para permanecer no país com sua esposa e filhos (saiba mais).

Antes de sua partida forçada, funcionários do governo alertaram Vyacheslav de que qualquer culto conduzido em sua igreja seria ilegal, e tentou forçá-lo a assinar um documento declarando que sua igreja não se reuniria. “Embora meu pai e meu irmão ainda morem no Turcomenistão, fui impedido de retornar”, disse Vyacheslav. “Todos os meios estão bloqueados.”

Seu companheiro batista Yevgeny Potolov, também do Turcomenistão e cidadão russo, foi preso logo após Kalataevsky e deportado do Turcomenistão em julho de 2007.

Proibida de sair

Artygul Atakova, esposa do ex-prisioneiro batista Shageldy Atakov, foi proibida de deixar o Turcomenistão em junho deste ano.

Os batistas disseram que ela e seis de seus filhos tinham passagens compradas para a Rússia, onde ela faria tratamento médico. Embora as passagens e documentos dos sete estivessem em ordem, todos foram impedidos de fazer o check-in e embarcar no vôo no Aeroporto de Ashgabat.

Quando seu esposo pediu uma explicação por escrito do porquê sua esposa e seus filhos foram proibidos de viajar, funcionários do governo responderam: “A polícia secreta nos deu ordem para não permitir que você e sua família saiam do país.”

Toda a família Atakov é cidadã turcomana, e mora no vilarejo de Kaakhka, próximo à capital, Ashgabat.

Em maio de 2006, Shageldy iria viajar para Moscou para se reunir com companheiros batistas. Ele tinha a passagem, já tinha passado pelo controle de passaportes no Aeroporto de Ashgabat e estava sentado no avião quando a polícia secreta tirara-no do vôo. O Serviço de Imigração disse ao Forum 18 que ele foi impedido de deixar o país porque estava na lista-negra.

Shageldy esteve preso por sua fé sob falsas acusações de dezembro de 1998 a janeiro de 2002. Ele foi liberto após o governo turcomano se dobrar a pressões internacionais. Entretanto, para a surpresa dos funcionários do governo, Atakov rejeitou a oferta para emigrar. Ele agora sofre de diabetes, o que ele atribui aos anos de maus-tratos na prisão, disseram os batistas ao Forum 18.


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