Morte e agonia na Somália

| 22/12/2008 - 00:00


Somalis refugiados no Quênia geralmente perderam entes queridos em seu país por causa da violência.

Em 18 de julho, um grupo muçulmano matou Nur Osman Muhiji no vilarejo de Anjel, Somália.

A igreja em Dadaab enviou Osman ao porto de Kismayo em 15 de junho para tirar clandestinamente do país cristãos ameaçados por grupos muçulmanos extremistas.

Sua missão ficou conhecida e quando voltou, um grupo de dez muçulmanos pararam seu veículo, levaram-no para os arbustos e o esfaquearam por volta das 18h30.

Temendo por suas vidas, os cristãos que estavam com eles tentaram ficar quietos enquanto Osman era morto.

No campo de refugiados de Dadaab, a viúva de Osman, Hussei Mariam Ali, disse ao Compass: “A vida sem Osman não tem sentido. Como vou sobreviver aqui, sozinha, sem ele? Queria ter tido filhos.”

Outra refugiada em Dadaab, Binti Ali Bilal, 40 anos, relatou um ataque em Juba do Sul, Somália.

Essa mãe de 10 filhos buscava lenha com sua filha de 23 anos, Asha Ibrahim Abdalla, em 15 de abril quando o grupo rebeldes islâmico al-Shabbab se aproximou delas.

Por algum tempo, a comunidade local suspeitava que ela e sua família eram cristãs, disse ela ao Compass. Os vizinhos e os membros do al-Shabaab, que podem ter ligação com a al-Qaeda, as confrontaram.

“Eles nos perguntaram se éramos cristãs. Foi difícil negar”, Binti contou.

“Dissemos abertamente que éramos cristãs. Eles começaram a bater em nós. Meu filho que tem 10 anos saiu correndo, gritando. Minha filha estava grávida de seis meses. Eles me atingiram nas costelas antes de nos levar para os arbustos. Eles nos violentaram repetidas vezes e nos mantiveram cativas por cinco dias.”

Ela disse que os extremistas muçulmanos as deixaram lá para que morressem.

“Minha filha começou a sangrar. Graças a Deus, meu marido nos encontrou vivas depois de cinco dias de agonia”, ela relatou. “Fomos levadas para Kismayo, para receber cuidado médico, antes de fugirmos para o campo de refugiados em Dadaab, no Quênia, em 5 de maio. Minha filha deu à luz um bebê fraquinho e ela ainda sofre de doenças relacionadas ao pós-parto”.

A filha de Bilal disse ao Compass que ainda sente dor no abdômen e no peito. Ela estava fraca e preocupada se havia contraído o vírus HIV.


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