Países perseguidos e a posse de Obama

| 22/01/2009 - 00:00


Ontem, a mídia e os sites mais importantes da China cobriram ao vivo a cerimônia de posse de Barack Obama em Washington. Na internet, o discurso completo está disponível em inglês, mas a tradução chinesa eliminou passagens consideradas “incômodas” para o governo.

Os censuradores atacam três trechos em particular, quando o presidente dos Estados Unidos menciona que “gerações passadas enfrentaram o facismo e o comunismo não com mísseis e tanques, mas com alianças vigorosas e convicções duradouras”. A frase inteira foi retirada da versão publicada pela agência estatal Xinhua e pela Netease, um site popular entre os usuários chineses. A segunda referência explícita de Obama aos líderes mundiais que “colocam a culpa das desgraças da sociedade no Ocidente” também foi omitida. O terceiro trecho obstruído pela censura foi quando ele falou sobre “aqueles que chegam ao poder através da corrupção, fraude e calam os discordantes”, que, segundo ele, escolheram o “lado errado da história”.

Na China Central Television, o principal canal de TV nacional, a transmissão ao vivo era interrompida todas as vezes que Obama fazia referência ao comunismo.

Nenhuma notícia sobre a posse de Obama veio da Coreia do Norte, onde a mídia nacional estava preocupada em cobrir a viagem do ministro à Guinea. O Irã também deu preferência a uma manifestação que aconteceu em Tehran em favor da população palestina. O jornal conservador Kayhan Daily chamou Obama de Sionista (alguém que apoia a repatriação dos judeus em Israel), e nuvens continuam a se juntar no horizonte das relações entre os dois estados, principalmente enquanto a questão nuclear do Irã continuar aberta.

Não há nenhum comentário da junta militar de Mianmar, enquanto a oposição alimenta a esperança de uma posição concreta do novo presidente contra a ditadura militar que governa com punho de ferro. No Afeganistão, o Talibã, que alegava “não ter problemas pessoais com Obama”, alertou o presidente a “aprender lições com os soviéticos” e retirar as tropas do país, deixando aos afegãos a tarefa de “decidir o futuro da nação”.

Na Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin não escondeu seu ceticismo ao notar que “as mais amargas decepções normalmente resultam de grandes expectativas”. O presidente Israelense Ehud Olmert estava otimista, apesar de dizer que sob o governo de Obama, “iniciativas comuns serão tomadas para promover a estabilidade no Oriente Médio”.

Na Indonésia, onde passou parte da infância, a posse de Obama foi recebida com comemorações e festas nas ruas, enquanto o presidente Susilo Bambag Yudhoyono previa que Obama “tem potencial para enfrentar a crise mundial”. A Tailândia também utilizou a medida financeira para examinar a nova administração americana. Enquanto isso, a Malásia pediu mais atenção para o “sudeste da Ásia”, há muito tempo ignorado por seu antecessor. Especialistas em política na Índia encorajaram Obama a continuar “no caminho do diálogo”, já deixado de lado pelo governo Bush.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE