Inocentes presos em caso de estupro podem ser libertados

| 26/01/2009 - 00:00


A esposa do pastor Shankar Hazra, Dipali, que foi estuprada durante um ataque à sua igreja em Vennabari no início do mês de janeiro (leia mais), passou por exame de corpo de delito em Gopalganj. O exame foi enviado para a delegacia local.

Dipali identificou Ilias, um criminoso conhecido na região, como o responsável pelo ataque, mas a polícia quer incriminar Monotosh, um pastor batista em Mandra, e Sushil, católico e amigo de Shankar.

Os cristãos na cidade de Chakshing têm sua opinião dividida em relação ao pastor Shankar. Alguns dos nativos acreditam que ele maquinou todo o incidente somente para chamar atenção. “Eu rasguei o boletim de ocorrência três vezes, e pedi especificamente para que a polícia não incluísse os nomes de Monotosh e Sushil, mas depois, tive que assinar, para que pudesse ver Dipali o mais rápido possível”, disse Shankar.

“Eu quero perdoar Ilias, para que a policia possa liberar Monotosh e Sushil, que são inocentes,” continuou.

Com a ajuda de um advogado, Dipali prestou um depoimento identificando Ilias, e limpando os nomes de Monotosh e Sushil, que ainda estão sob custódia. A organização missionária de Shankar, a Igreja Batista Shangha em Bangladesh (IBSB), pagou as despesas legais.

Os líderes cristãos em Gopalganj sugeriram que Monotosh e Sushil fossem afiançados, se o caso fosse para os tribunais. Simon Adhikary, um nativo de Chaksing e que vive em Dhaka, pediu a ajuda de um político para assegurar que a justiça será feita para Shankar e Dipali.

O pastor disse que o responsável pelo caso na delegacia de Muksudpur pediu a eles um depoimento oficial. Um magistrado local sentou com o casal para um interrogatório e, em seguida, enviou uma transcrição da entrevista.

A segunda filha do pastor Shankar, Naomi, não consegue se concentrar em seus estudos desde que soube o que aconteceu a seus pais. Ela queria voltar da Índia imediatamente. Esther, 22, estudante de enfermagem em outro distrito, soube do acontecido pelo jornal, mas disseram que a notícia era falsa.

“Foi um erro voltar a Bangladesh. Como eu posso continuar a ministrar em Chaksang depois do que aconteceu?” disse Shankar.

Apesar do desânimo, Shankar adquiriu força o suficiente para confortar sua esposa. “Nós perdemos tudo, mas ainda estamos vivos.” O casal está junto a 32 anos.

“Ficaremos na casa de parentes no momento, pois se voltarmos para Chaksing, Ilias e sua gangue irão nos matar”, disse o pastor.

Embora bengalês por nascimento, Shankar Hazra estudou teologia em Calcutá e frequentou uma igreja lá por um tempo. Foi quando conheceu Dipali, recém-convertida na época. Junto com suas filhas, Esther e Naomi, o casal foi para Bangladesh em 1979, para prosseguir em seu ministério. Então, ele foi ordenado pastor em 2003, na Igreja Batista Shangha em Bangladesh (IBSB), e estabeleceu-se em Chaksing.

Há cerca de 450 cristãos vivendo em Chaksing, que está localizada entre Kashalia, uma cidade predominantemente muçulmana, e Betagui, uma cidade hindu.


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