Possível falsificação de exames em caso de estupro

| 20/02/2009 - 00:00


Advogados afirmam que os médicos falsificaram um relatório médico que concluiu que não houve sinais de estupro no caso da esposa de um pastor em Bangladesh.

O reverendo Shankar Hazra, da igreja Batista Chaksing, em Gopalganj, disse que muçulmanos influentes ameaçaram ele e sua esposa para que retirassem as acusações de roubo e estupro; ele se recusou a identificá-los  com medo de represálias.

“Se eu não retirar a queixa, eles disseram que vão fazer jorrar ‘rios de sangue’ aqui”, disse o pastor Hazra.

O médico residente Dr. Ali Akbar afirmou que um relatório dado à polícia declara que o exame médico indicou que a esposa do ver. Hazra não foi estuprada.

“Não havia nenhum sinal de força no corpo da vítima durante o exame, o que significa que ela não foi estuprada”, disse o Dr. Akbar.

Aldeões disseram ao reverendo que os médicos que realizaram o exame foram pagos para falsificar o resultado.

A advogada de direitos humanos Rosaline Costa, disse que não confia no relatório médico. “O que minha experiência diz é que esses tipos de relatórios médicos são distorcidos pelo acusado, se a vítima é pobre ou faz parte de uma minoria”, diz. “A polícia e os médicos são influenciados financeiramente a dar resultados negativos.”

Esses casos são muito comuns em Bangladesh. “A vítima é muito pobre, e da minoria cristã, então, o relatório pode ter sido manipulado pelos médicos”, diz Costa. Ela afirmou que um teste de DNA seria conclusivo.

O pastor Hazra, 55, contou que ele e sua mulher de 45 anos iam ao banheiro fora de sua casa, quando um homem apontou um rifle em sua direção. Sete ou oito pessoas amarraram o reverendo a um poste, vendaram sua esposa e a levaram para dentro de casa. Os invasores assaltaram a casa, estupraram a mulher e profanaram o templo da igreja. O casal disse que todos os homens eram muçulmanos.

A esposa do reverendo Hazra, Depali Hazra, deu um depoimento contestando os relatórios da polícia, que acusam dois cristãos e um hindu de cometerem o estupro e roubo. Ela afirmou que eles são inocentes.

“Eu fiquei muito doente após o estupro, e meu marido estava confuso na época”, ela relata. “Quando soube que os nomes dos cristãos e do hindu estavam envolvidos no caso, fui dar o depoimento para limpar o nome desses inocentes.”

Se quiser saber mais sobre esse caso, clique aqui.


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