Autoridades querem impor a sharia em regiões do Paquistão

| 04/03/2009 - 00:00


Os cristãos no Paquistão demonstraram sérias preocupações sobre a permissão do governo para que leis islâmicas sejam aplicadas em certas áreas propensas ao terrorismo. Mesmo que poucos cristãos vivam nessas áreas, milhares moram nos arredores.

“Estamos muito preocupados sobre essa questão. Não parece bom para nós”, disse Victor Azariah, secretário geral do conselho de igrejas do Paquistão.

A sharia, ou lei islâmica, será decretada na região de Makaland. Azariah observa que milhares de cristãos moram próximos a essa área, e se sentem ameaçados pelo acordo entre o governo e os líderes islâmicos de permitir que a sharia domine sobre a “incubadora” terrorista.

Na semana passada, o ministro da província da Fronteira Noroeste do Paquistão, assinou com líderes muçulmanos locais (que tem fortes ligações a organizações terroristas como Talibã e Al Qaeda), para permitir que a sharia impere na região de Makaland, em troca de um cessar-fogo da parte dos extremistas.

Houve um grande aumento nas atividades extremistas nos últimos meses, mas os grupos de direitos humanos estão criticando a imposição da sharia, pois não há “garantias contra a transgressão da constituição e dos direitos básicos”. O grupo afirma que tal acordo ameaçará o cumprimento das leis básicas e direitos essenciais.

“Essa aliança tem como intermediários extremistas associados ao Talibã, que demonstram claramente sua indiferença com a vida e a liberdade assegurada pelos órgãos de direitos humanos”, disse a diretora Felice D. Gaer.

“Ao conceder o poder para interpretações individuais da sharia, teremos como resultado abusos nos direitos humanos e restrições à liberdade religiosa”, afirma.

De modo geral, o Paquistão é conhecido por ter sérios problemas de liberdade religiosa, que incluem uma lei de blasfêmia frequentemente manipulada por muçulmanos para atingir cristãos que se opõem em questões insignificantes como disputa por terras. As penas para os acusados de blasfêmia incluem prisão e até morte.

“Quando vemos o Paquistão listado entre um dos lugares mais perigosos no planeta, devemos lembrar que não é só de modo geral. O pior acontece especialmente com os cristãos paquistaneses”, afirma Carl Moeller.

Menos de 5% da população no país é cristã.


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