Presidente Omar al-Bashir recebe ordem de prisão

| 05/03/2009 - 00:00


O presidente do Sudão é um líder sem misericórdia, cujo regime é responsável por milhares de mortes de civis em Darfur e milhões de cristãos e animistas no sul do país.

O International Criminal Court (tribunal internacional de crimes) emitiu uma ordem de prisão para o presidente do Sudão sob as acusações de crimes de guerra e contra a humanidade. O tribunal chegou perto de acusar Omar al-Bashir de genocídio. Ele nega todas as acusações e não dá nenhum valor à sentença dada pelo tribunal.

Milhares de manifestantes tomaram as ruas da capital Cartum, após o anúncio, em meio à agitação. A ONU estima que 300.000 pessoas morreram durante os seis anos de conflito, e muitas outras foram desalojadas.

A porta-voz do tribunal, Laurence Blairon, anunciou a sentença dada por um grupo de juízes, baseada nas acusações apresentadas pelo promotor público. Ela afirma que o Sr. Bashir é suspeito de “ataques intencionalmente direcionados contra uma parte importante da população de Darfur, e assassinatos, extermínios, estupros, torturas, e transferência forçada de um grande número de civis para o governos pudesse se apropriar de suas terras”.

Blairon afirma que a violência em Darfur é resultado de um plano organizado pelo nível mais influente do governo, mas não há evidências de genocídio.

O tribunal expediu o pedido de prisão de Bashir, e entregará o quanto antes para o governo sudanês.

Em reação às acusações, Mustafa Othman Ismail, assistente do Sr. Bashir afirmou que os juízes foram preconceituosos. “Essa decisão é exatamente o que esperávamos do tribunal, criado para atingir o Sudão e para ser parte de um novo mecanismo de neocolonialismo”.

Em um pronunciamento, o presidente Bashir disse que o tribunal poderia “comer” o mandado de prisão, pois não valiam nem “a tinta com que era escrito”.

Em Cartum, milhares de apoiadores do governo se reuniram, declarando: “Amamos você, presidente Bashir”. Muitas embaixadas aumentaram a segurança, e alguns ocidentais ficaram em casa com medo de retaliações.

Ore para que a justiça seja feita no país, sem violência e com muita sabedoria.


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