Pastora é obrigada a interromper trabalhos e se mudar

| 13/03/2009 - 00:00


Em 15 de fevereiro, alguns dias após um culto evangelístico em Tiwy, guerrilhas deram 24 horas para Mary Elizabeth Ortega Calderon, pastora da igreja Quadrangular, deixar a comunidade. Ela foi forçada a se mudar com sua filha e três netos. Pelos últimos três anos, as guerrilhas proibíram eventos religiosos ao ar livre e cultos em igrejas.

Presentes no evento estavam convertidos e convidados, entre os quais, guerrilheiros infiltrados. Os espiões falaram sobre a reunião para o líder da guerrilha local.

Maria Elizabeth tem uma visão de levar as Boas Novas entre os habitantes de Tiwy, e realizou esse evento mesmo entre os membros da milicia (guerrilhas que trabalham em áreas urbanas, mas se vestem como civis). Ela é pastora da igreja há dois anos, e apesar de ter recebido avisos para não evangelizar, essas ameaças nunca chegaram ao ponto de forçá-la a sair da comunidade.

As guerrilhas disseram que não iriam matá-la devido aos problemas com os responsáveis por direitos humanos da área. O grupo espera fortalecer sua imagem ante a comunidade internacional como grupo revolucionário, e não criminoso.

Mary tem muitos deveres pastorais, mas não recebe salário por seu trabalho porque, de acordo com os estatutos internos da denominação, alguém com o título de “voluntário” não é remunerado.

A Portas Abertas Internacional providenciou para Mary três meses de alimentação e ajuda financeira, para o aluguel e para que sua familia se estabeleça em um local seguro.


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