Portas Abertas defende que ajuda financeira beneficie população eritre

| 06/04/2009 - 00:00


Apesar dos contínuos abusos aos direitos humanos que acontecem na Eritreia, a Comissão Europeia (CE) liberará uma ajuda financeira superior a 161 milhões de dólares. Esse valor foi prometido ao país em maio de 2007 pelo décimo Fundo Europeu de Desenvolvimento.

Quatro organizações que monitoram a liberdade religiosa no mundo acreditam que esse dinheiro jamais chegará à população eritreia. Esses grupos redigiram uma contundente carta à CE, pedindo-lhe para assegurar que o dinheiro seja ligado a visíveis desenvolvimentos dos direitos humanos do país.
A carta foi assinada pela Portas Abertas Internacional, Christian Solidarity Worldwide, Release Eritrea e Church in Chains (da Irlanda). Os destinatários foram: o comissário europeu para desenvolvimento e ajuda humanitária Louis Michel, o Comitê de Desenvolvimento do Parlamento Europeu; o Comitê de Relações Exteriores do Parlamento Europeu e o Subcomitê de Direitos Humanos.

O diretor de Ações Institucionais da Portas Abertas Internacional, Arie de Pater, afirmou: “No momento, nossa preocupação é que essa generosa ajuda enviada pela CE à Eritreia simplesmente sustente o opressivo regime no país em vez de aliviar o incrível sofrimento do povo eritreu. Ajuda e desenvolvimento são necessidades de primeira ordem. Entretanto, solicitamos que o comissário europeu, certifique-se de que a ajuda beneficiará o povo, e não a liderança ou o exército. Sendo assim, é crucial monitorar os fundos e os projetos de maneira estrita”.

Um fator importante na política externa da CE é a valorização dos direitos humanos. O governo da Eritreia é um dos mais opressivos da África.

Em maio de 2002, todos os blocos religiosos (exceto o ortodoxo, católico, luterano e islâmico) fora ilegalizados. Desde então, muitos cristãos foram presos e torturados.  No ano passado, três pessoas morreram em decorrência disso.

Em outubro de 2008, prisões em massa levaram para quase 3 mil o número de pessoas presas em delegacias, campos militares, contêineres de metal e cadeias. Ninguém nunca foi acusado oficialmente nem processado judicialmente.

Milhares de não-cristãos também são presos sem acusação ou julgamento. O tempo serviço militar geralmente é indefinido. Os alistados são usados para trabalhos forçados em projetos do governo. Relata-se que o país está à beira de uma fome generalizada, e que o governo manipula a distribuição de alimentos, a fim de fortificar seu controle sobre a sociedade eritreia.


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