Fim da guerra no Sri Lanka deve acabar com divisões religiosas

| 21/05/2009 - 00:00


O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, declarou oficialmente, na manhã desta terça-feira (horário local), a vitória das tropas de seu governo sobre os rebeldes do grupo separatista Tigres de Libertação da Pátria Tâmil, após 26 anos de guerra civil.

Em um discurso no Parlamento do país, Rajapaksa afirmou que o conflito não foi uma guerra contra a população da minoria tâmil e afirmou que o país está agora "liberado" da ameaça "terrorista".

Segundo ele, pela primeira vez em 30 anos, o governo cingalês tem o controle total de todas as áreas do país.

Falando na língua tâmil, o presidente ainda pediu união para a construção de uma nação pacífica e afirmou que as divisões religiosas e étnicas devem acabar no Sri Lanka.

No discurso, que foi transmitido em rede nacional de televisão, Rajapaksa afirmou que "este é um dia muito significativo, não apenas para os cingaleses, mas para todo o mundo".

"Hoje nós pudemos liberar todo o país das garras do terrorismo. Nós pudemos derrotar um dos mais odiosos grupos terroristas do mundo", afirmou.

Os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil lutam por um Estado independente no norte e no leste do Sri Lanka desde o início da década de 1980.

Mais de 70 mil pessoas morreram nos conflitos e milhares foram deslocados de suas casas.

Fontes envolvidas com a questão religiosa afirmam: “Vencemos a batalha, mas a guerra ainda não acabou.”

“Temos que perceber o fato de que somos uma comunidade com diversas etnias, religiões e culturas. Agora, resta-nos a tarefa de reconstruirmos a nação nos esquecendo de nossas diferenças políticas, étnicas e religiosas.”

Com informações da AsiaNews


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