Familia sofre discriminação por ter filha cristã

| 23/06/2009 - 00:00


Marginalizados por muçulmanos locais como resultado da conversão de sua filha ao cristianismo. Essa é a situação de uma família que acusa sua filha de tomar uma decisão “errada” e afirma que o sofrimento que estão enfrentando “não pode durar muito tempo”. Ativistas cristãos falam sobre um novo caso de violação dos direitos humanos e da liberdade religiosa.

Kazi Quamrunnessa Luna mudou para os Estados Unidos depois de se formar em Bangladesh. Ela é casada com Tazi Bhuiyan, muçulmano, com quem tentava, há mais de uma década, ter filhos. A pressão de sua família sobre o casal por Luna não conseguir engravidar, levou a mulher a iniciar uma jornada de fé. Depois de frequentar templos hindus e diversas igrejas, Luna conheceu o pastor James Roy – da igreja Luterana de Missouri – com quem ela conheceu a Cristo.

Este ano, ela decidiu se converter ao cristianismo e foi batizada em uma Igreja luterana bengalesa nos Estados Unidos. Seu marido voltou para Bangladesh e os membros da família ameaçam pedir o divórcio “se Luna não se converter ao islã novamente”. Kazi Zebunessa, a irmã mais nova de Luna afirma que “desde que a notícia se espalhou, a família tem sido excluída e ameaçada”.

“Meu irmão não pode nem ir à mesquita. Estamos cercados por uma atmosfera de desgraça, e se Luna voltar para Bangladesh, é provável que eles queiram julgá-la, e a vida dela estará em perigo”. A mãe conta que “não aguenta mais a pressão das pessoas” por causa de uma decisão que “foi tomada somente pela filha” e diz que há um sentimento de insegurança.

Annie Halder, ativista católica, fala sobre a violência crescente contra as mulheres, em especial contra “aquelas que se convertem ao cristianismo”. Nesse contexto, a ativista relembra o caso de Christina Gomez Goni, “morta por extremistas”, acusada de apostasia.


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