Uzbequistão: polícia prende, insulta e ameaça violentar mulheres Teste

| 30/01/2004 - 00:00


Por Igor Rotar, Forum18 NewsService

Duas mulheres Testemunhas de Jeová, Gulya Boikova e Parakhat Narmanova, foram presas pela polícia no dia 20 de dezembro na cidade de Karsh, sul do Uzbequistão, por estarem pregando nas ruas. As duas foram levadas à delegacia, onde ficaram detidas por mais de onze horas. Segundo o advogado delas, a polícia as insultou, chamando-as de escória da sociedade e insinuaram de que elas poderiam ser violentadas como forma de punição.

Depois de serem intimadas a comparecerem à corte sob o código adminsitrativo, as mulhres foram liberadas às oito horas da noite. No dia 22 de janeiro, elas foram julgadas na corte local, mas o juíz Abdukadyr Boibilov mandou a polícia reunir mais provas indicando que elas tinham de fato pregado nas ruas, com o caso suspenso.

Tentativas da parte do Forum18 de entrar em contato com Boibilov foram frustradas, e um membro da corte disse que Boibilov estava ocupado no momento, e ninguém irá comentar este episódio até a próxima audiência. Mesmo que nós ganhemos o caso, ainda é improvável que a polícia que passou onze horas insultando-as será levada em conta, informou ao Forum18 o advogado das vítimas, Rustam Satdanov.

A perseguição às Testemunhas de Jeová continua em outras regiões do Uzbequistão. O Forum foi informado que as autoridades têem negado nos últimos dois anos visto de saída para Erkin Khabibov, uma Testemunha de Jeová de Bukhara. Sob a lei nacional, um cidadão deve obter um visto de saída de cinco anos para viajar para países em que o Uzbequistão mantém acordo de emissão de vistos. Sem esse visto, um cidadão uzbeque não poderá viajar nem para o Quirquijistão ou Turcomenistão, já que existe um regime com os vistos operando com esses países. Khabibov disse ao Forum que ele foi condenado sob o código administrativo por estar pregando, e que um caso criminal foi apresentado contra ele pelo mesmo motivo, no entanto isto não chegou à corte por falta de provas. Segundo Khabibov, o departamento de vistos e cidadania no departamento da polícia municipal disse a ele que o atraso em emitir o visto está ligado ao fato de ele ser acusado sob o código administrativo por suas crenças religiosas.

O nome de Khabibov está numa lista do Serviço de Segurança Nacional (antiga KGB), o que explica o atraso na emissão do visto. Resumindo, o Serviço de Segurança Nacional nos dará permissão tanto para emitir ou negar o visto à Khabibov, explicando os motivos para tal decisão, informou ao Forum18, Mirzho Akhmnedov do departamento policial de vistos e cidadania.

De todas as minorias religiosas no Uzbequistão, as Tetemunhas de Jeová são as mais vitimizadas pelas autoridades. Por exemplo, existem várias ocasiões em que as testemunhas de jeová tiveram que se sujeitar a agressões físicas na delegacia.

Entre as minorias, somente aum testemunha de Jeová foi sentenciada à prisão por causa de sua fé. (existem cerca de 6.500 prisioneiros da maioria islâmica). Em julho de 2002, a testemunha de jeová Marat Mudarisov foi presa na cidade de Tashkent pelo Serviço de Segurança Nacional passando vários meses na prisão. No dia oito de outubro de 2003, a sentença de Murarisov foi anulada sob pressão internacional e a Corte Municipal chegou a um parecer de que ele tinha causado nenhum perigo à ordem pública...nem ameaçado a causar tal dano. A acusação contra ele foi negada.

A política severa em Tashkent em relação às testemunhas de Jeová pode ser explicada pelo fato de que em todas as minorias, essa seita é a que mais atua no sentido de espalhar suas crenças, e a lei uzbeque claramente abomina o proselitismo.


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