Tribunal absolve dois evangelistas na Tanzânia

| 16/08/2010 - 00:00


Após 10 meses de audiências, o tribunal Kariakoo em Dar ES Salaam encerrou o caso contra os cristãos anglicanos Eleutery Kobelo e Cecil Simbaulanga, presos em outubro de 2009 após muçulmanos os convidarem a participar de um debate religioso onde os oponentes não apareceram, mas as autoridades sim.

 “Os dois evangelistas sustentaram que nenhum muçulmano apareceu no local do suposto debate inter-fé até que muçulmanos chegaram com agentes de segurança do governo acusando-os de usarem sermões religiosos para incitar desconfiança entre muçulmanos e cristãos,” diz a matéria.

 “Os acusados declararam que a mensagem cristã, de que Jesus é Deus, incomodou muçulmanos e atrapalhou a paz coexistente entre as duas religiões.”

Kobelo contou a Compass por telefone que os muçulmanos não conseguiram provar na corte suas acusações de pregação ilegal. Após o veredito, cristãos expressaram louvor e gratidão enquanto os evangelistas deixavam a sala de tribunal, ele diz.

“Estamos gratos de que o tribunal fez justiça baseada nas leis da constituição da Tanzânia, que permite liberdade religiosa e de reunião,” afirmou Kobelo. “Agradecemos aos cristãos de todo o mundo que oraram por nós e pela Compass por destacar nossa situação.”

Simbaulanga diz que a mensagem da morte expiatória e ressurreição de Cristo não pode parar.

“A decisão da corte nos fará proclamar o evangelho mais vigorosamente, e muitos muçulmanos se converterão a Cristo,” ele declara a Compass. “Muçulmanos tentaram impedir o movimento, mas ninguém pode para o evangelho.”

Kobelo e Simbaulanga estiveram presos por sete dias antes da liberação por fiança em 27 de outubro de 2009.

Simbaulanga diz que ficou preso por 62 dias entre dezembro de 2006 e fevereiro de 2007 em Kigoma. Negada fiança, ele foi acusado de tentar converter muçulmanos ao cristianismo, e “profanar o islã” dizendo que Maomé se casou com uma jovem. Vários casos estão pendentes contra ele em diferentes tribunais, e constantemente é procurado por muçulmanos.

“Estima-se que 62% da população da Tanzânia é cristã e 35% muçulmana, maioria sunita; outros grupos religiosos preenchem 3% da população, de acordo com o departamento de estado dos Estados Unidos”.


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