Líderes cristãos vítimas de emboscada

| 15/09/2010 - 00:00


No último domingo, dois líderes cristãos foram emboscados no caminho para o culto. Isso serviu de alerta a uma chamada do presidente para uma investigação imediata.

Após o esfaqueamento de Sihombing e a violência com uma prancha de madeira contra Simandjuntak, os agressores fugiram do local. Ambos os líderes da Igreja foram encaminhados ao hospital Mitra Keluarga, na parte leste de Bekasi, para tratamento. Sihombing foi internado em estado grave e Luspida com traumatismo craniano, devido a agressões na cabeça.

Após o ataque, o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, imediatamente chamou as autoridades para investigarem e responsabilizarem os culpados.

Yudhoyono depende muito dos partidos islâmicos no parlamento e tem sido amplamente criticado pela medida de não reprimir a linha-dura islâmica.  Isso os tornou imediatamente suspeitos de realizarem os ataques de domingo.

Enquanto a maioria das pessoas pratica na Indonésia uma forma moderada de Islã e abominam a violência, os ataques à liberdade religiosa pelas linhas-duras têm aumentado progressivamente, de acordo com o Instituto para a Paz e Democracia Setara, um grupo de direitos humanos.

"Em grande parte, é porque a administração Yudhoyono está sempre tão lenta a interferir," disse o ativista Setara Hendardi à Associated Press.

"A violência acontece em Bekasi há um tempo," acrescentou Indira Fernida da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, segundo o Jakarta Post. "A polícia deve tomar medidas para garantir e proteger essa congregação religiosa."

De acordo com Setara, foram 64 incidentes - desde o abuso físico para impedir grupos de orações até queima das casas de culto - em 2010. Em 2009, havia apenas 18, e em 2008 apenas 17.

Após o último incidente, ativistas dos direitos humanos e a Igreja apelaram ao governo para renovar o seu compromisso de proteger os direitos das pessoas orarem.

Os muçulmanos representam 86,1% da população da Indonésia, de 240 milhões. Os cristãos protestantes, entretanto, representam 5,7% e 3% são católicos romanos. Além de ser a terceira maior democracia do mundo e o maior estado do mundo arquipelágico, a Indonésia é o maior país do mundo de população muçulmana.


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