Protestos anti-Estados Unidos deixam ao menos um morto

A polícia afegã fez disparos para o alto para dispersar milhares de manifestantes antiamericanos nesta quarta-feira em Cabul, disseram testemunhas e policiais. Pelo menos uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas, e o número de vítimas ainda pode aumentar, segundo fontes oficiais.

Aos gritos de "Morte à América", "Morte aos cristãos" e "Morte ao [presidente Hamid Karzai", os afegãos realizaram o maior protesto desde o início da crise desencadeada por um pastor evangélico dos EUA que havia ameaçado queimar exemplares do Alcorão no dia 11 de setembro -- o que não aconteceu.

"Há mais de dez mil manifestantes e alguns deles estão agitando a bandeira do Taleban", disse o policial Mohammad Usman.

O protesto ocorre três dias antes de uma eleição parlamentar que o Taleban promete prejudicar. A votação serve de teste para a estabilidade do Afeganistão, o que pode se refletir na revisão estratégica de dezembro nos planos de guerra dos EUA no país.

No fim de semana, três pessoas já havia morrido durante manifestações contra o pastor norte-americano Terry Jones.

Zabihullah Mujahid, porta-voz do Taleban, disse que o grupo está a par dos protestos, mas não tem envolvimento neles.

"As pessoas podem ter levantado as bandeiras do Taleban para mostrar seu sentimento e simpatia pelo Taleban", disse Mujahid, falando de um local não revelado.

Na ponte de Candahar, em Cabul, a polícia recebeu ordens de avançar contra um grupo de centenas de manifestantes que atiravam pedras e se dirigiam aos policiais, chamando-os de "escravos dos americanos."

Policiais foram vistos disparando para o alto e removendo vários manifestantes locais. Os participantes do protesto acabaram se dispersando, e vários deles se refugiaram em casas do bairro, habitado principalmente por membros das etnias pashtun e tadjique.

Antes disso, os manifestantes haviam se reunido na zona oeste da capital, queimando pneus e bloqueando a principal estrada que dá acesso ao sul. Uma espessa fumaça negra se erguia na região, e a polícia manteve os jornalistas a uma distância de centenas de metros.

As atitudes violentas e ataques são decorrentes da resposta à ameaça de queima do Alcorão, inicialmente apresentado por um pastor americano da Flórida, que planejava o ato para o dia 11 de setembro. Após intervenções e apelos públicos de líderes como o presidente Barack Obama, o pastor desistiu.

Pedidos de oração:

• Ore para que haja paz nos corações e esta situação seja resolvida com calma e sabedoria.

• Ore ao Senhor para que intervenha guardando e confortando os cristãos que estão sofrendo as consequências da resposta a ameaça de queima do Alcorão.