Louve a Deus pela liberdade e pelo crescimento da Igreja djibutiana

O Djibuti ocupa um planalto quente e árido no nordeste do continente africano, região conhecida como Chifre da África. Seu território é repleto de lagos de água salgada e acomoda diversas cadeias montanhosas, algumas com altitudes superiores a 1.600 m.

A capital, também chamada Djibuti, é a maior cidade do país e abriga dois terços da população nacional.

A maioria dos djibutianos pertence aos grupos étnicos somali e afar. Existe cerca de 15.000 estrangeiros vivendo no país, e a maioria deles são franceses.

Aproximadamente 40% da população possui idade inferior a 15 anos e a expectativa de vida dos djibutianos está entre as mais baixas do mundo: 44 anos.

A Igreja

Padres católicos chegaram ao país no final do século XIX junto com os franceses, mas a diocese de Djibuti só foi estabelecida em 1955. As primeiras igrejas protestantes foram formadas entre 1940 e 1960. Existem hoje diversas igrejas católicas e um grupo reduzido de igrejas protestantes e ortodoxas. A maioria dos cristãos constitui-se de trabalhadores estrangeiros. Um pequeno número de grupos missionários estrangeiros opera no país.

A perseguição

Embora haja liberdade religiosa e de evangelização, esta última não é encorajada. O governo requer que os grupos religiosos se registrem com o Ministério do Exterior, submetendo-lhe um pedido. Esse Ministério, com o Ministério do Interior, investiga o grupo requerente. Uma vez aprovado, o requerente assina um acordo de dois anos, detalhando suas atividades.

Os que se convertem ao cristianismo enfrentam pressões sociais. Viagens de correspondentes a Djibuti revelaram muitos exemplos de discriminação e perseguição, como atesta o seguinte relato:

"Certa noite, nosso líder, um evangelista, dirigia uma reunião de oração em sua casa. Cerca de 20 muçulmanos armados de paus e pedras invadiram abruptamente o local e atacaram os cristãos. O evangelista foi esfaqueado na perna. Após a agressão, os criminosos fugiram, deixando-o semi-morto."

"Em outra ocasião, estávamos em nossa sala de estar orando com outras pessoas. A polícia federal cercou e invadiu o local. Ela revistou o lugar, apreendendo documentos, livros e alguns materiais da igreja. As pessoas que participavam da reunião de oração foram presas. Na delegacia, um policial agrediu um dos cristãos com uma barra metálica, deixando-o seriamente ferido. Ele foi levado a um hospital e ficou internado por um longo período. Como Paulo e Silas haviam feito na prisão, o grupo começou a cantar e a louvar o Senhor. Alguns dos outros presos se juntaram a eles. Seis pessoas se converteram naquela cadeia. O grupo ficou preso por três dias."

"Muçulmanos convertidos também sofrem com a perseguição. Nossa comunidade foi compelida a persegui-los e eles acabaram excomungados. Perderam seus empregos e eles agora não têm casa nem comida. Há ainda outros casos de perseguição, mas o Senhor Jesus nos ensina a permanecer firmes em meio ao sofrimento. Ele também nos mostra que sempre estará por perto para nos ajudar. Jesus Cristo nos preserva do medo da perseguição. Prezado irmão em Cristo, ore para que o nosso Deus nos encha de coragem e nos ajude a alcançar os que ainda não conhecem a Cristo em Djibuti."
 
Motivos de oração

1. A Igreja djibutiana desfruta de amplas liberdades. Louve a Deus pela liberdade e pelo crescimento da Igreja. Ore para que os cristãos do Djibuti saibam utilizar a oportunidade que têm para divulgar amplamente o evangelho.

2. A Igreja sofre com as duras barreiras sociais impostas pelo islamismo. Ore para que os muçulmanos desenvolvam um crescente respeito pela Igreja e pelos cristãos djibutianos. Peça ainda que as barreiras sociais diminuam.

3. A Igreja local sofre com a falta de influência na sociedade. Ore para que os principais líderes islâmicos e os muçulmanos proeminentes na sociedade djibutiana se convertam ao cristianismo. Tais conversões podem ter um impacto significativo na população em geral.

4. Os cristãos sofrem com a pobreza de Djibuti. Ore para que organizações cristãs de