A Portas Abertas Internacional convoca os cristãos à oração

| 27/11/2010 - 00:00


AA Coreia do Norte é previsível em sua imprevisibilidade. Seus líderes têm feito tudo o que poderiam para criar uma crise na península Coreana. Seu exército torpedeou e afundou um navio da marinha sul-coreana no início deste ano. No último domingo, 21 de novembro, tornaram-se conhecidas que a Coreia do Norte abriu novas instalações para enriquecer urânio.

Quando não tinham o desejo significativo e a Coreia do Sul continuou a realizar exercícios militares, a Coreia do Norte decidiu atacar a ilha às 14h30, em 23 de novembro de 2010. A artilharia de bombardeio matou, pelo menos, dois soldados e feriu outros 15. O presidente sul-coreano chamou isso de retaliação. Ninguém sabe o que irá acontecer, mas o Irmão André nos ensinou a sempre fazer uma pergunta: Há uma Igreja?

Ainda que o bombardeio de Yeongpeong seja a violência na pior escala desde o armistício de 1953, a estratégia por detrás é notavelmente previsível, e também brutal e efetiva. Kim Jong-un, nomeado sucessor de seu pai, precisa mostrar ao país – e ao mundo no que diz respeito ao assunto – o quão forte ele é. E ele precisa de uma maneira de extrair ajuda econômica e outras concessões.

Para a Coreia do Norte criar um senso de urgência para as Conversações, que são vitais para a sobrevivência da República Democrática da Coreia, como é oficialmente chamada, os líderes dispersam a comunidade internacional de recorrer aos seus direitos humanos e crises de alimento. A Coreia do Norte sabe que a comunidade internacional não quer uma reunificação rápida com o Sul. Ninguém estaria pronto. É desconhecido como a situação atual irá terminar, mas a Coreia do Norte joga cada jogo como se não tivesse nada a perder.

Oração

Em seu livro ‘Oração – a verdadeira batalha’ (tradução livre) o Irmão André, fundador da Portas Abertas Internacional, desafia os cristãos a fazer uma pergunta sempre que uma crise ocorre em algum lugar do globo: Há uma Igreja? Há uma Igreja em ambos os lados da zona desmilitarizada que separa o Norte do Sul. Mas elas não poderiam ser mais diferentes.

Enquanto os cristãos sul-coreanos adoram a Deus livremente em suas igrejas, seus aproximadamente 400.000 irmãs e irmãos norte-coreanos lutam para sobreviver e são perseguidos impiedosamente. Por anos, a Coreia do Norte tem permanecido o número um da Classificação de países por perseguição, é um dos países onde é mais opressivo para um cristão viver. Até a posse de uma Bíblia pode motivar a morte de toda uma família ou enviá-la para um kwan li-so (centro de reeducação), um campo de concentração comparável ao Auschwitz-Birkenau (nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo). Ninguém permanece vivo nesses campos.

Muitos só podem assumir a identidade de cristãos somente quando toda a sua família é cristã. Cantar e orar em alta voz são muito perigosos. Contar a seus filhos sobre Cristo é muito arriscado. Os pais contam as suas crianças histórias da Bíblia como se fossem contos de fadas. Esta é a única maneira que os pais podem compartilhar algo de sua fé. Encontro de cristãos fora de sua família é praticamente impossível. Somente em ocasiões raras os cristãos podem adorar ou compartilhar juntos.

Entre 50.000 e 70.000 cristãos estão em campos de trabalho por causa de sua fé. No total, há centenas de milhares de prisioneiros em campos políticos, prisões e campos de reeducação. Em setembro, muitos prisioneiros e pessoas sentenciadas aos campos de trabalho foram perdoados por causa do Partido do Congresso que houve esse mês. Mas os campos vazios precisavam de uma nova mão de obra. O Ministério de Segurança prendeu temporariamente muitos outros e criou uma população fresquinha para o campo.

A Portas Abertas Internacional sustém os cristãos secretos norte-coreanos com Bíblias, livros, educação e ajuda. Recebemos com frequência cartas de agradecimento de líderes de igrejas. Em cada carta, a Igreja global colabora com seu amor e provisão através das Portas Abertas Internacional. Em cada carta eles nos convocam a orar.

Nas palavras de um líder de igreja: “Estou muito orgulhoso de ver a fé dos cristãos se tornarem mais e mais estabilizadas. Suas vidas estão em perigo todos os dias e ainda seguem o Senhor. Isso não poderia ser possível se não fosse pelo seu amor e empenho sem fim para com nossos irmãos cristãos. Por favor, continuem orando por nós”.

Pedidos de oração:

  • Ore por uma solução de paz para o conflito atual e sabedoria para os líderes de todas as partes envolvidas.
  • Ore por persistência, força e proteção para a Igreja.
  • Ore pelo trabalho da Portas Abertas Internacional no fortalecimento da Igreja Perseguida na Coreia do Norte.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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