Cristãos ameaçados por governo budista
Publicado em 13 dez 2010
Civis de dois estados de minoria étnica com grandes populações cristãs, estão temendo que suas vidas estejam em perigo nos conflitos entre os rebeldes étnicos e a junta militar birmanesa empenhada em consolidar um nacionalismo budista, conflitos estes que ameaçam se transformar numa guerra.
“A junta militar está empreendendo uma ofensiva contra os grupos étnicos armados agora que as eleições chegaram ao fim”, declarou Nang Mya Naddy, coordenador do programa de rádio A Voz Democrática da Birmânia (tradução livre). Os cristãos temem que uma escalada da guerra civil em Mianmar, possa resultar tanto numa “limpeza étnica” quanto na subjugação completa das minorias naquele país do sudeste asiático.
Informes da mídia independente dão conta da possibilidade de um confronto de grandes proporções entre as forças étnicas e as tropas governamentais, sobretudo nos estados de Kachin e Karen.
A perseguição aos cristãos em Mianmar é parte de uma grande campanha contra as tribos de minorias étnicas, para a criação de uma sociedade uniforme, na qual a única religião aceita é o budismo, de acordo com o jornal britânico Telegraph, que cita um memorando de 2007 do governo militar que circulou na região de Karen, dando instruções sobre como banir os cristãos daquele estado.
As minorias étnicas de Mianmar, que vivem ao longo das fronteiras com a Tailândia, a China e a Índia, têm combatido há muito tempo por independência e autonomia.
Estima-se que da população de 1,2 milhão do estado de Kachin, cerca de 1 milhão seja de cristãos. Em torno de 40% da população de 3,5 milhões do estado de Karen também é de cristãos. A junta militar, que é dominada pela maioria de birmaneses budistas, dá indícios de estar preparando também uma guerra no estado predominantemente budista de Shan.
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