Presidente egípcio acusa estrangeiros por atentado contra igreja

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmou neste sábado que o atentadode sexta-feira à noite contra uma igreja cristã de Alexandria "tem oselo de elementos estrangeiros".

"O terrorismo não vai conseguirdesestabilizar o Egito e a unidade entre cristãos e muçulmanos", afirmouMubarak em mensagem especial divulgada pela televisão.

Poucodepois da meia-noite (no horário local), uma bomba explodiu na porta deuma igreja de Alexandria quando dezenas de fiéis saíam do templo,deixando 21 mortos e 79 feridos.

É o ataque mais grave contra a comunidade cristã egípcia, embora entre os mortos e feridos haja uma dezena de muçulmanos.

"Esteato brutal nos choca. A mistura do sangue de muçulmanos e cristãos éuma prova de que todo Egito é o alvo deste terrorismo cego", afirmouMubarak.

"Vamos cortar a cabeça da serpente e acabar com o terrorismo", acrescentou.

Mubaraknão identificou quem pode estar por trás deste atentado, embora em 1ºde novembro um grupo terrorista iraquiano vinculado à Al Qaeda tenhaameaçado os cristãos egípcios.

"Já ganhamos uma batalha contra oterrorismo nos anos 90", acrescentou o governante, em referência aosataques perpetrados por grupos radicais islâmicos dirigidos contracivis, altos funcionários e turistas estrangeiros.