Caso do cristão Alim é revisto e veredito continua desconhecido

Num grande progresso na campanha de reverter a injustiça feita ao cristão uigur preso Alimujiang Yimiti (também conhecido como Alimjan Yimit ou Alim), a Alta Corte do Povo da Região Autônoma de Xinjiang Uyghur em Urunqi, China, aceitou seu apelo para que seu caso fosse revisto em novembro de 2010.

Em março passado, esta mesma corte manteve após apelo a sentença de quinze anos imposta pela Corte Intermediária do Distrito de Kashgar, em outubro de 2009, ao então agricultor de plantações de frutas pelo suposto vazamento de segredos de estado.

Esta sentença foi anunciada três meses depois do fim do segundo julgamento a portas fechadas que foi realizado para substituir o primeiro realizado um ano antes em 27 de maio de 2008.

Foi durante o primeiro julgamento que o caso foi reenviado para a polícia de Kashgar devido à falta de evidências. Enquanto eles esperaram que época politicamente sensível durante as Olimpíadas de 2008 na China passasse, tentaram construir o caso contra Alimujiang.

As primeiras acusações espúrias contra ele de incitar o separatismo étnico e propagar ilegalmente sua fé cristã foram abandonadas, enquanto durante todo o tempo Alim padecia em uma prisão pré-julgamento completamente sem contato com sua família.

O apelo

Em 17 de dezembro de 2010, o advogado Li Dunyong da Firma Gongxin de Advocacia de Pequim foi a Urumqi em Xinjiang e se encontrou com Gulinuer (Gülnur), esposa de Alimujiang, para discutir sua viagem para visitar seu marido na prisão.

Os arquivos sobre o caso do cristão estão no idioma uigur, que Li Dunyong não entende. Então, a família de Alimujiang encontrou um advogado uigur para ajudá-la Eles reviram o caso juntos e preparam a apelação para o caso de Alimujiang.

No segundo dia, Li Dunyong, o advogado uigur e a família de Alimujiang foram juntos à Alta Corte do Povo de Xinjiang e falaram com o juiz Kadeer, que está responsável pelo caso de Alimujiang.

No entanto, o juiz advertiu a família a não gastar mais dinheiro com advogados, alegando que seu colegiado havia estudado o caso e já tinha uma decisão, que seria apresentada na semana seguinte. A decisão não foi apresentada.