Hosni Mubarak renuncia à presidência do Egito

| 11/02/2011 - 00:00


O vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, afirmou nesta sexta-feira que o presidente Hosni Mubarak renunciou. Suleiman fez o anúncio em uma breve declaração na TV estatal e disse que Mubarak entregou o poder ao alto comando das Forças Armadas. A multidão de manifestantes que pedia sua saída há 18 dias comemora nas ruas do Cairo, aplaudindo, balançando bandeiras, se abraçando e tocando buzinas. "O povo derrubou o regime", gritavam.

A saída acontece um dia após Mubarak anunciar que permaneceria no cargo que ocupava havia mais de 30 anos, apesar da grande pressão popular. Ainda nesta sexta-feira, o ditador deixou o Cairo, acompanhado da família, para ir ao balneário Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, onde tem uma casa.

Na última quinta, os manifestantes reagiram furiosos ao discurso de Mubarak, que se recusou a renunciar, e pediram ao Exército que se unisse a eles na rebelião. Para esta sexta, movimentos juvenis e grupos opositores convocaram uma grande manifestação, que prometia reunir ainda mais pessoas. A praça Tahrir, epicentro da sublevação popular, amanheceu tomada pela oposição e cerca de 2.000 manifestantes já cercavam o palácio presidencial e o prédio da televisão estatal egípcia nesta manhã.

Exército

Também nesta sexta, o Conselho Supremo das Forças Armadas anunciou que colocará fim à Lei de Emergência, que restringe a liberdade civil no país desde 1981, "assim que se acabar a situação atual". Em comunicado, também prometeu não perseguir os "honoráveis cidadãos que rejeitaram a corrupção e pediram reformas", além de garantir as reformas prometidas por Mubarak. A nota foi emitida após uma reunião do Conselho, presidido pelo ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi.

No dia anterior, o Conselho Supremo das Forças Armadas insistiu em seu apoio "às legítimas reivindicações do povo" e afirmou que está "estudando medidas" para defender os interesses do país. A emissora de TV pública mostrou imagens do Conselho, mas entre os presentes não se encontrava Mubarak, comandante-chefe das Forças Armadas, o que alimentou ainda mais os rumores sobre sua possível saída.

Fonte: Veja

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Com as novidades do país número 19 da Classificação de países por perseguição, o Egito passará por mudanças no governo com a renúncia do atual presidente. Os cristãos representam cerca de 9% da população total e esperam, com o futuro governo, um melhor diálogo, mais democrático e menos perseguição.

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