Primeiros graduados da Casa Abrigo Visão Ágape comemoram 10 anos de in

| 16/02/2011 - 00:00


Em dezembro de 2010, com a presença de parceiros, equipe nacional e internacional da Portas Abertas, a alegria e gratidão a Deus encheu o Casa Abrigo Visão Ágape durante a festa de 10 anos  da entidade, quando a primeira graduação foi realizada, com sete estudantes.

Para Jacqueline, a estudante mais velha a se graduar após completar 10 anos na escola, foi maravilhoso relembrar a fidelidade de Deus nesse lugar único, onde crianças da igreja perseguida não apenas encontraram segurança, mas um alto padrão de educação.

No dia 6 de dezembro, a Casa Abrigo Visão Ágape foi homenageada através das danças típicas das diversas regiões apresentadas pelas crianças. O projeto de dança deve continuar a ser desenvolvido na escola. O Abrigo também lançou sua primeira produção musical, com músicas escritas e apresentadas pelas próprias crianças. As meninas vestiram vestidos de gala para a ocasião e os meninos usaram camisas elegantes.

Alguns pais foram ao evento de celebração nesse dia e muitos outros foram para a graduação no dia 7. Prêmios foram entregues aos professores e tutores, com lágrimas e gratidão pelo esforço de cada um para transformar em realidade a visão da Casa Abrigo Visão Ágape.

História do Casa Abrigo Visão Ágape

A Casa Abrigo Visão Ágape era o sonho do ex-diretor da Portas Abertas na Colômbia, que queria oferecer abrigo para os filhos de pastores e líderes da igreja perseguida, bem como um lar para as crianças órfãs, que corriam o risco de ser recrutadas pelos grupos armados ilegais. A visão tornou-se realidade em 2009, em um local situado a 40 minutos da atual sede do Casa Abrigo Visão Ágape, mas um ano antes já estava estruturado.

Mesmo sem muitos recursos financeiros, aulas foram oferecidas desde o começo, assim como as atividades que complementavam o crescimento das crianças. Vinte delas viveram no Abrigo um ano depois de sua criação e, à medida que o número continuava a crescer, a Portas Abertas teve condições de comprar a propriedade que antes pertencia ao ministério dos tradutores de Bíblias Novas Tribos.

Jacqueline veio chegou quando tinha oito anos. Ela alegremente relata suas memórias da Casa Abrigo Visão Ágape e fala de como a entidade cresceu nos dez anos em que ela ali viveu. Ela demonstra alívio ao lembrar que o Centro nunca concordou com as duas cartas que ela escreveu, pedindo para voltar para sua casa.

Jacqueline reconhece que seu desejo de deixar o Abrigo teria sido a pior decisão de sua vida. Ela chora ao ser lembrada por Leila, a atual diretora, de que, se tivesse saído, teria perdido o amor e o apoio dos tutores e professores, o treinamento profissionalizante recebido integralmente na fazenda, cursos e workshops sobre soldagem, artes, música, Bíblia. Além disso, ela não teria tido a oportunidade de estudar por dois anos sobre montagem e manutenção de computadores, curso reconhecido pelo SENA, uma entidade pública de educação profissionalizante parceira de escolas.

Jacqueline agora tem o ensino médio completo e vai começar a frequentar a escola “Jovens com uma Missão” – Jocum – em janeiro. Depois disso, em junho, ela voltará para a Casa Abrigo Visão Ágape para ser parte da equipe de tutores e cursar Engenharia de sistemas.

A graduação

No dia da graduação, sete estudantes receberam os diplomas do ensino médio e também se graduaram como técnicos na montagem e manutenção de computadores. Eles prepararam sobremesas típicas de diferentes regiões, que foram servidas antes da cerimônia. A mãe de Jacqueline foi uma visitante inesperada. Em dez anos, ela pôde visitar o Centro apenas uma única vez, em função da situação financeira, já que a viagem tem de ser por meio aéreo.

Durante a cerimônia, reconhecimentos e medalhas foram entregues aos estudantes de destaque dos mais variados cursos. Gilberto recebeu várias premiações. Ele prestará o serviço militar durante este ano e depois retornará ao Centro como tutor, com uma bolsa de estudos para Economia. Blanca, cujo pai foi assassinado há muitos anos, retornará à região onde ele  era pastor. Ela espera obter um trabalho e estudar ao mesmo tempo. Sérgio quer viver com seu irmão e trabalhar com manutenção de computadores, para poder pagar a o curso universitário em Engenharia de sistemas.

Angie quer estudar design gráfico e Pedro está interessado em aprender mais sobre computadores ou algo nessa área. Desde janeiro de 2011, Marino é o primeiro graduado atuando como tutor na Casa Abrigo Visão Ágape. Ele estudará Pedagogia para poder retornar à sua comunidade e desenvolver um projeto de educação especial para os seus irmãos e irmãs indígenas.

Citações dos pais dos graduados

A mãe de Jacqueline declarou: “Eu sou muito grata a Deus pela Portas Abertas; este ministério esteve presente no momento mais difícil das nossas vidas e minha filha se beneficiou deste lugar maravilhoso… Eu não tenho palavras para expressar tudo o que tenho em meu coração”.

O pai de Gilberto sempre teve um grande e carinhoso sorriso. Com sua voz suave, afirmou: “Este lugar não só foi uma bênção para meu filho, mas para a minha vida. Aqui eu recebi um trabalho com o qual pude sustentar minha família. Eu e meus outros dois filhos estamos aqui para receber este presente”.

A mãe de Blanca se vestiu com um bonito vestido azul e com uma expressão feliz no rosto. Ela não podia acreditar que sua filha terminara todos os estudos , pois há dois anos seria impossível obter uma graduação, já que o Abrigo não tinha os dois últimos anos. “Mas agora é um sonho se tornando realidade, devido ao amor das pessoas que doaram este lugar. Sempre serei grata à Missão Portas Abertas por ter-nos dado apoio quando meu marido morreu”, afirmou a mãe de Blanca.

O pai de Marino disse: “Essa experiência nos inspirou a continuar o trabalho na região. É difícil ter oportunidade de educar as futuras gerações, mas nós agora esperamos que Marino possa retornar depois da universidade e inspirar outros jovens a seguir Jesus e ter excelência em suas vidas diárias”.  

A mãe de Angie afirmou: “Para mim essa foi uma experiência valiosa, porque minha filha me deu todo o amor que ela recebia aqui e isso foi muito importante para mim.”
A mãe de Sérgio dissse: “Não há palavras para expressar a alegria que sinto no meu coração. Agora o meu filho se tornou um homem com muitas ferramentas para desenvolver sua nova vida. Eu sei que ele poderá continuar com a visão para a sua própria vida. Ele tem a grande responsabilidade de transmitir esse conhecimento e esse compromisso com Deus aos demais.”

A mãe de Pedro declarou: “Eu vejo o meu filho muito feliz. Ele está sempre falando de seus sonhos, mas os seus sonhos são de Deus. As maiores bênçãos que ele já recebeu foram aqui: ter sonhos do Senhor e poder desenvolver sua vida em qualquer lugar”.


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