Cristãos e muçulmanos entram em confronto no Egito

| 08/03/2011 - 00:00


No último sábado (5) um conflito de larga escala entre muçulmanos e cristãos em uma vila, à nove quilômetros ao sul do Cairo, resultou em pelo menos duas mortes e uma igreja queimada. Motivo: a descoberta de um relacionamento amoroso entre uma muçulmana e um cristão.

A violência eclodiu assim que foi descoberto o envolvimento entre um cristão copta e uma muçulmana, na aldeia da Alma. Segundo a Agência Internacional Assíria (AINA, sigla em inglês), o pai da muçulmana foi morto na sexta (4) pelo primo que desaprovara a atitude dele de manter a filha viva. De acordo com as crenças do primo, a moça deveria ser morta a fim de manter a honra da família.

Por causa disso e movido por vingança, o irmão da moça acabou matando o primo do pai e foi agredido no último sábado por um grupo de muçulmanos que atearam fogo na Igreja São Jorge.

Um oficial de segurança confirmou que pelo menos duas pessoas foram mortas e uma igreja copta acabou incendiada durante o confronto.

Restauração de paz

A restauração de paz no local precisou ser feita pelo exército egípcio, que tinha como prioridade manter a segurança no país desde a renúncia do ex-presidente Hosni Mubarak.

Um relacionamento amoroso entre cristãos e muçulmanos não é socialmente admissível no Egito, mas o casamento entre eles é permitido quando o cristão se converte ao Islã.

Os oficiais lembraram que em novembro de 2010, houve um boato no sul do Egito de que um jovem cristão copta e uma muçulmana tinham um relacionamento, e muçulmanos queimaram a casa de pelo menos dez cristãos.

O incêndio

A agência AINA teve notícias de que o padre copta e três diáconos que estavam na igreja no momento do ataque estão desaparecidos e não responderam ao contato feito a eles por celular. Os oficiais investigam eles se morreram no incêndio ou se foram sequestrados, pois estavam na igreja no momento dos confrontos.

Um toque de recolher foi ordenado na aldeia que tem cerca de 12.000 cristãos. O cristão copta envolvido no conflito, assim como os líderes muçulmanos, tiveram a orientação de deixarem o local, após uma reunião entre as famílias coptas e muçulmanas envolvidas nos ataques.


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