Juiz inocenta evangelista preso em Bangladesh

| 01/04/2011 - 00:00


Esta semana, um juiz exonerou a sentença de um cristão que foi condenado a um ano de prisão por vender e distribuir literatura cristã perto de uma reunião muçulmana ao norte da capital.

Após rever a apelação do caso do jovem Biplob Marandi, de 25 anos, o magistrado do distrito de Gazipur retirou as acusações contra o cristão e ordenou que ele fosse solto. É o que relata o advogado Lensen Swapon Gomes. Marandi estava vendendo livros e impressos cristãos quando foi preso próximo à Bishwa Ijtema (Congregação muçulmana mundial) às margens do rio Turag.

No dia 28 de fevereiro, ele foi acusado de “gerar o caos em uma reunião religiosa” ao vender e distribuir literatura cristã.

“Alguns muçulmanos fundamentalistas ficaram muito nervosos com ele por vender os livros cristãos perto de uma reunião islâmica”, conta Gomes. “Então, eles o entregaram ao tribunal. Sua libertação prova que ele era inocente e que não causou nenhum problema no ajuntamento”.

O juiz responsável por rever a apelação afirmou que Marandi provou no tribunal que ele vendia livros, mesmo sendo literatura cristã, como forma de sustento.

“Estou muito feliz. É impossível dizer quão alegre estou”, declara seu irmão, o pastor Sailence Marandi, da Igreja do Nazareno Internacional no norte de Bangladesh. “Eu agradeço a todos que oraram para que meu irmão fosse solto”.

Espera-se que as autoridades do distrito de Gazipur liberem Marandi até o fim desta semana. “Meu irmão é um homem inocente, e sua libertação prova a vitória da verdade. Fico mais feliz porque essa vitória mostra que meu irmão é inocente e educado”, afirma o pastor Sailence.

O pastor conta que seu irmão não teve a oportunidade de se defender durante a primeira audiência.

O advogado de Marandi argumentou que suas atividades religiosas eram protegidas pela Constituição do país, que garante o direito de propagar a religião. No entanto, as autoridades e a comunidade se opõem às tentativas de converter pessoas do islamismo.

Todos os anos, milhões de muçulmanos – não é permitida a presença de mulheres – vão até o evento Bishwa Ijtema para orar e ouvir palestrantes muçulmanos de diversos lugares do mundo.


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