Entenda as relações entre a religião e o governo chinês

| 02/06/2011 - 00:00


A China está novamente nos jornais, mas por razões ruins. As manchetes mostraram a detenção do artista Ai Weiwei e de Liu Xiaobo, ganhador do prêmio Nobel. Por esse motivo e por outros acontecimentos, disseram que no país existe um “retrocesso grave” com relação aos direitos humanos.

Mesmo com a crescente influência da China no cenário mundial, as violações dos direitos humanos têm trazido consequências. Relatos de detenções secretas, censura na internet e a intimidação de jornalistas estrangeiros continuam a prejudicar a imagem da “ascensão pacífica” da China.

Nada denigre mais a imagem da China do que a pressão religiosa. A perseguição da China contra as “igrejas domésticas”, comunidades clandestinas de cristãos que se reúnem em pequenas casas, continua a ser um irritante fator, significativo para as relações com os EUA.

Por que a China desenvolve uma política contra a religião que arranha tanto sua imagem internacional? Alguns observadores supõem que o regime é ideologicamente frágil, a ponto de causar paranoia, e acostumado a usar a violência em todo e qualquer problema de segurança pública. Mas os líderes chineses certamente sabem que, jogando o peso contra líderes religiosos no país, fazem as suas relações públicas se tornarem horríveis.

O ponto é que, durante séculos, a política chinesa foi profundamente fundamentada na religião – às vezes mais do que necessário. A religião é parte do governo, que nunca foi planejado para ser independente. As religiões que não estavam sujeitas ao controle do Estado foram proibidas por lei e seus seguidores, perseguidos sem piedade.

O que muitos observadores internacionais pedem é que a China adote a liberdade religiosa, porque religião na China nunca foi vista ou tratada como uma questão de escolha pessoal. É difícil imaginar que o regime atual, de repente, comece a ver as coisas de modo diferente.


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