Cristãos sofrem repressão na Argélia

| 09/06/2011 - 00:00


O antagonismo sentido pelas comunidades cristãs em vários países do Oriente Médio e Norte da África parece ter chegado à Argélia.

Um cristão acusado de proselitismo foi preso e uma ordem foi emitida para o fechamento de muitas igrejas. Relatórios feitos ao longo dos últimos meses por cristãos argelinos comprovaram um cerco significativo impondo restrições religiosas.

Um tribunal do país na semana passada condenou a cinco anos de prisão um cristão que tentou conversar com seu vizinho muçulmano sobre o cristianismo, dando-lhe um CD cristão. A comunidade protestante na Argélia é estimada em quase 12 mil pessoas, em uma população de cerca de 33 milhões. Segundo uma nova lei aprovada em 2006, não é permitida a conversão do islamismo para o cristianismo, os cristãos só podem se reunir em locais definidos pelo governo e, além disso, todos os pedidos recentes para a construção de novas igrejas foram rejeitados pelas autoridades.

Na opinião da Anistia Internacional, as leis que afetam os cristãos da Argélia podem prejudicar o direito de todos os não-muçulmanos e consequentemente da liberdade de religião. As restrições previstas na lei parecem ter sido criadas sobretudo para reprimir sobretudo as igrejas protestantes, que são constantemente acusadas de proselitismo pelos meios de comunicação nacional.

A constituição na Argélia define que a religião oficial do país é o Islã, e as leis do país criminalizam os não-muçulmanos de cometerem proselitismo entre os muçulmanos, e não o inverso.


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