Obreiros são presos por falsas acusações

| 15/07/2011 - 00:00


Dois obreiros foram presos na Índia. Um deles foi libertado no mesmo dia, horas depois, mas o outro permanece na prisão.

Rahul AAkkunj foi preso no dia 2 de julho, acusado de ser membro de um conhecido grupo rebelde. Rahul não faz parte desse grupo, ao contrário, ele é pastor de uma igreja na vila onde está preso. As acusações vieram após uma reunião de oração e jejum liderada por Rahul. Os moradores da comunidade local se espantaram com o crescimento da igreja e estavam com medo de a religião tradicional ser suplantada.

Rahul foi levado à cadeia na segunda-feira e tentou pagar a fiança, mas isso lhe foi recusado. As autoridades locais disseram que as acusações contra Rahul são graves e ele deverá permanecer na prisão, até que haja uma audiência sobre o caso.

Alguns quilômetros mais à frente, Murli Ghulam foi preso no sábado. Ele foi acusado de forçar pessoas a se converter ao cristianismo, depois de ter organizado uma reunião de oração para 25 pessoas na casa de um cristão local. Um grupo de extremistas anticristãos levou a polícia até a casa. Eles acabaram com o culto e prenderam o obreiro.

Murli foi interrogado pelas autoridades locais sobre as acusações que haviam sido levantadas contra ele. Ele explicou com clareza que não estava obrigando ninguém a mudar de fé e se tornar um cristão. Ele foi libertado no domingo.

As regiões em que Murli e Rahul servem possuem rigorosas leis, que delineiam o processo pelo qual um indivíduo pode mudar de religião. As regras são oficialmente conhecidas como “leis de liberdade de religião”, e foram decretadas para evitar a conversão pela força, por fraude ou por aliciamento.

As leis foram criadas para proteger aqueles que praticam as religiões tradicionais de ser forçados a se converter à fé ocidental por um pastor ou obreiro. Em muitos casos, especialmente aqueles que envolvem o cristianismo, os extremistas acusam os pastores de forçar as pessoas a mudar de fé, mesmo quando eles testemunham que escolheram por vontade própria, como no caso de Murli.

Em algumas áreas, os novos crentes são obrigados a registrar sua religião no governo local. Há uma infinidade de penalidades e multas para quem não seguir todas as regras descritas nessa legislação.


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