Governo tenta acabar com radicalismo religioso no país

| 18/07/2011 - 00:00


A Indonésia ganhou mais uma guerra contra o terror islâmico este mês, quando um tribunal sentenciou Abi Bakar Bashir a 15 anos de prisão. Bashir é o líder espiritual da Jemaah Islamaiyah e foi condenado por apoiar um campo de treinamento terrorista.

Forças de contraterrorismo da Indonésia, conhecidas como Destacamento de Elite 88, têm perseguido com tenacidade grupos radicais, matando seus principais líderes. O Destacamento também separou o acampamento de Bashir, que dava treinamento terrorista, por isso foram apelidados por ele de “inimigos de Deus.”

Enquanto Bashir está atrás das grades, seus ensinamentos continuam a espalhar ódio. Extremistas estão atacando a seita Ahmadia, que os muçulmanos ortodoxos consideram herética, além dos cristãos.

Em fevereiro, grupos de muçulmanos atearam fogo em duas igrejas e saquearam uma terceira em Temanggung, na Java Central. Um cristão foi acusado de insultar o Islã e condenado à prisão por cinco anos. Outros ataques foram frustrados pela ação da polícia no local.

O sistema de leis da Indonésia incentiva o radicalismo. Recentemente, alguns governos provinciais têm tirado a liberdade de uma seita que tem adoração em locais públicos, pois entendem que isso é um convite para os muçulmanos atacarem.

Em alguns casos de violência, a polícia tem ficado literalmente parada só observando, sem impedir a violência. Em outros, funcionários asseguram que a justiça é fraca. Um tribunal condenou os autores da violência em Temanggung à detenção por alguns meses ou um ano, no máximo. O presidente Bambang Yudhoyono se manifestou contra a violência, mas pouco tem feito para contê-la.

A menos que o presidente reúna vontade política para ir contra o terrorismo ideológico, a Indonésia está em perigo e caminhando para ficar semelhante ao Paquistão. Como no Paquistão, terrorismo e vigilância contra as minorias partem de pessoas que pregam a violência.


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