Perseguição religiosa continua

| 13/05/2004 - 00:00


Aleksander Zorin, uma testemunha de jevoá, informou ao Forum18 em Ashgabad como ele foi intimidado ao corpo diretivo das relações religiosas - a Gengeshi - no dia dez de março para ser entrevistado por sete pessoas, sendo um deles um mullah. Durante uma discussão tensa, Aleksander foi pressionado para abandonar sua religião desgraçada, caso contrário o departamento de relações religiosas iria entrar em contato com o local onde ele trabalha para que ele fosse demitido. Na verdade isso aconteceu no dia seguinte. Na noite do dia 12 de março, Aleksander foi informado sobre sua demissão. Ele ficou sabendo que a Gengeshi tinha escrito para o seu local de trabalho, descrevendo-o como um homem terrível e separatista. Por causa de Aleksander, toda a equipe com quem ele trabalhava também foi demitida, sendo que ele não teve escolha a não ser concordar com sua demissão.

Aleksander disse que foi a primeira testemunha de jeová que foi demitida neste ano, embora muitos que ele conhecia, já foram demitidos de seus empregos em outras ocasiões. Ele disse ao Forum18, no dia 7 de maio, que agora ele tinha achado um novo trabalho para sustentar sua esposa e seu filho de seis meses. Ele ainda disse que foi alertado no dia dez de março que, caso continuasse sua atividade religiosa, seria multado.

Enquanto isso, batidas policiais nas reuniões religiosas ainda continuam. O grupo de direitos humanos, Iniciativa de Helsinque, relatou que no dia 12 de abril a polícia confiscou pertences de membros de uma igreja batista em Ashgabad por dirigir uma reunião não autorizada em uma residência. Os pertences de uma família batista, incluindo itens pessoais, foram confiscados e oficiais ameaçaram confiscar a propriedade de todos os que estavam presentes. Muitos membros desta comunidade foram multados em cinco vezes o salário mínimo.

As testemunhas de jeová informaram ao Forum18 que suas comunidades ainda estão sujeitas à perseguição severa e discriminação nas mãos das autoridades, e ainda acrescentaram que a situação não tem melhorado. As testemunhas de jeová deste país estão completamente privadas de sua liberdade, até mesmo em suas residências, como disseram eles. Embora a constituição garanta liberdade religiosa, a nova lei que rege a religião proíbe qualquer atividade religiosa que não esteja registrada junto ao estado, e não há garantia que o pedido de registro seja usado como uma ferramenta de repressão e perseguição como era no passado.

As testemunhas de jeová também relataram que, no dia nove de março, Olga Fedorina foi violentada por um policial em Ashgabad. A meia noite e meia um policial fardado e dois policiais a paisana bateram em sua porta. Seu marido recusou a atendê-los, mas eles insistiram por mais vinte minutos, exigindo que eles abrissem a porta e os deixassem entrar. De manhã, Olga saiu para levar sua filha mais nova na escola, mas logo em seguida ela foi abordada por um policial a paisana. Ele pediu seu passaporte, e chamou o outro oficial pelo rádio. Em seguida a polícia invadiu sua residência e confiscou todas as suas literaturas religiosas, uma Bíblia, seis livros, e algumas revistas. Todos pertences pessoais, assinados como presentes de amigos dela do exterior. Olga foi levada à delegacia e forçada a escrever uma declaração ditada por um policial. Além disso, o policial a molestou sexualmente. Depois disso, Olga entrou com uma reclamação no escritório da promotoria.

Os ataques constantes aos religiosos fazem com que muitos deles passem a acreditar que as autoridades não têm a menor intenção de mudança. Na realidade, a atual de perseguição contínua.


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