Cristãos chineses testificam a perseguição diante da comissão da ONU

| 13/05/2004 - 00:00


Pela primeira vez na história, cristãos chineses mostraram evidências de perseguição em uma reunião especial, convocada pela Comissão da Organização das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (CONUDH), em Genebra. Vários oradores testificaram espancamentos, aprisionamentos, torturas e danos a prédios de igreja nos últimos anos.

Por isso, os Estados Unidos solicitaram que a Comissão considerasse censurar a China por seus registros de direitos humanos. Entretanto, 27 dos 53 membros estatais, incluindo os regimes repressivos, tais como Cuba, Eritréia e Arábia Saudita, votaram a favor da China para derrotar o movimento. Este é o 11º ano consecutivo que políticos que fazem parte da CONUDH derrotam resoluções similares contra a China.

Oradores na reunião especial sobre Repressão da Liberdade Religiosa na China incluíram Bob Fu, presidente da Associação de Assistência a China, que documenta perseguições aos chineses protestantes, Xu Yongze, do movimento de igreja nos lares Nascidos de Novo, que foi preso cinco vezes em razão de sua fé e o Irmão Yun, herói da autobiografia best-seller O Homem Divino (The Heavenly Man). A reunião de duas horas foi liderada por Chan, um cristão membro da Câmara dos Comuns, e um dos dois nobres chineses étnicos na Câmara dos Comuns britânica.

Joseph Kung, presidente da Fundação do Cardeal Kung, submeteu um relatório escrito sobre a perseguição de igrejas católicas clandestinas na China. Ben Rogers, da Solidariedade Cristã Mundial (Christian Solidarity Worldwide (CSW)), falou em nome de Joseph Kung na reunião. Mais tarde, ele foi apoiado pelo líder católico de campanhas de direitos humanos Harry Wu, que ficou em um total de 19 anos em campos de trabalhos chineses.

Mulheres que são membros da Igreja do Sul da China também testemunharam como elas foram presas e pressionadas através de tortura e abuso sexual, para dar falso testemunho contra seu pastor, Gong Shengliang, em 2001.

Uma destas mulheres, Cao Hongmei, contou à Comissão que Eles questionaram-me por aproximadamente um mês. Quando eu não lhes respondia, eles usavam diferentes meios para me torturar . Eles também me ameaçaram, dizendo-me, Nós podemos espancá-la até a morte e joga-la no rio Han ou fazer um buraco em algum lugar para enterrá-la. Quem nos questionará a respeito disso?

Liu Xianzhi adicionou, Eu fui levada ao Centro de Treinamento da Polícia de Zhongxiang. Seis ou sete policiais começaram a questionar-me no seu dormitório. Um deles perguntou-me, Você sabe por que te prendemos? Eu disse, Porque eu creio em Jesus. Ele bateu na minha face quando escutou o que havia lhe dito. Ele disse, Você sabe em que Era nós estamos hoje? E você ainda acredita em Jesus? Eu não respondi.

Durante a reunião, Bob Fu apresentou um documento oficial emitido no mês de novembro de 2003 pelas autoridades, na cidade de Qingdao, província de Shandong, como evidência da campanha atual da China contra as igrejas clandestinas.

Os membros da Comissão também assistiram um vídeo de curta-metragem das autoridades chinesas destruindo a igreja na província de Zhejiang.

A audição da ONU foi um avanço significante na publicação da difícil situação dos cristãos clandestinos na China. Contudo, a China pode bloquear qualquer censura oficial com o apoio de membros estatais solidários.

Voz da América citou Nicholas Becquelin dos Direitos Humanos na China, afirmando que a decisão mostrou o verdadeiro equilíbrio do poder na CONUDH.

Vocês têm muitos países absolutistas que são membros da ONU e da comissão, afirmou Nicholas Becquelin. Estes estados compartilham a oposição com a China para o escrutínio de suas situações de direitos humanos, então eles votariam a favor da China para derrotar as resoluções que lhes acometem.


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