Lista de igrejas e monastérios destruídos

| 14/05/2004 - 00:00


Os argumentos persistem sobre quando e como a KFOR e a outras agências de segurança deveriam ou poderiam ter feito mais para proteger as propriedades sérvias, incluindo os pontos ortodoxos. A diocese Ortodoxa tem reclamado do que se associa como fracasso especificamente das tropas da KFOR da Alemanha e da França.

Um oficial da KFOR alemã, da Brigada Multinacional Sudeste, disse que a KFOR ainda está investigando a falha em proteger os locais ortodoxos. Não sei dizer o motivo de termos falhado nesse aspecto, disse ele ao Forum18 em Prizren, no dia seis de maio. Ainda estamos procurando os motivos disso. Ele disse que não sabia quando a investigação estaria completa e se os desfechos seriam publicados. Perguntado sobre as reivindicações dos ortodoxos que alegam que as tropas alemãs não fizeram muito para proteger os civis, o oficial referiu-se a todos os inquéritos ao Ministério da Defesa Alemã em Berlim.

O oficial alemão disse que todas as igrejas ortodoxas sérvias na brigada sudeste agora estão protegidas por postos fixos e patrulhas móveis.

Entretanto, outros contingentes da KFOR puseram em risco a vida de suas tropas para defender os sérvios em março. Foi muito perigoso para nós, disse ao Forum18 Jonas Bengtsson, capitão do contingente sueco no dia seis de maio. É um milagre o fato de não termos nenhum soldado sueco ferido. Ele disse que o monastério Gracaniana do século XIII, e a igreja na vila de Laplje Selo conseguiram sobreviver aos ataques somente pelo fato de termos mantido os albaneses afastados do local. Na minha opinião, se tivéssemos deixado que os albaneses atacassem, esses locais teriam sido queimados sem ter condições de restauração. Tenho certeza que essa era a intenção dos albaneses. Ele descreveu esses dois locais como sendo grandes símbolos para a população local. As igrejas sempre estiveram como os principais pontos para serem protegidos.

O capitão Bengtsson disse ao Forum18 que seu contingente tinha estabelecido sua brigada para as duas igrejas desde os atentados em março. Ele disse ainda que seu contingente também tinha a responsabilidade para as duas igrejas na Prístina. A Igreja São Nícolas foi queimada durante os ataques em março, outras não estão em condições de funcionamento, sendo que nós avaliamos que as ameaças não estão tão altas.

Entretanto, ele recusou a dizer o motivo da KFOR ter deixado de proteger as igrejas da maneira apropriada no episódio. Eu não posso responder essa pergunta - cabe a um nível político maior tecer esses comentários, disse ele ao Forum18.

Um visitante recente à Patriarcal de Pec no oeste de Kôsovo, que foi preservada durante a violência pelas tropas italianas da KFOR, disse ao Forum18 que provavelmente sobreviveu aos ataques de março somente pelo fato de as freiras terem recusado a deixar o local e disseram que eles queimariam a igreja caso elas saíssem.

Um oficial da KFOR checa que participou na defesa da Igreja St Andréas na cidade de Podujevo no nordeste de Kosovo durante o episódio descreveu o ataque. Estávamos defendendo uma igreja Ortodoxa Sérvia contra uma multidão de quinhentos albaneses, mas eles eram muitos para que fossem controlados por nós, disse ao Prague Post o capital Jindrich Plescher. Quando eles ultrapassaram o muro ao redor da igreja demos ordem de retirada. Eles quebraram tudo que encontravam pela frente, incluindo nosso centro de comunicação. Depois disso foram em direção ao cemitério sérvio. Eles bateram sobre os túmulos, cavaram, abriram os caixões e espalharam os ossos.

Bem como a destruição dos afrescos, ícones e outras propriedades da igreja, o Frei Sava ficou preocupado com o mercado negro de produtos religiosos. Desde o ano de 1999, mais de dez mil ícones e outros artigos religiosos foram destruídos ou roubados com fins de vender no mercado paralelo. Muitos livros valorosos e tesouros foram perdidos e, por causa do movimento do clero ortodoxo ter sido restringido e nada de restante foi encontrado dos itens tais como cruzes de ouro e outros artigos, a igreja Ortodoxa teme que suas filiais foram primeiramente saqueadas para o mercado negro para depois serem destruídas. A KPS prendeu vários albaneses locais que tentaram vender todos os tesouros no mercado negro.

A Diocésia Ortodoxa Sérvia de Raska e de Prizren liberou uma lista dos possíveis locais religiosos que foram destruídos ou danificados.

Prizren:

Ljeviska, Sagrada Mãe de Deus, do século XIV.

Igreja do Cristo Salvador - século XIV. Queimada.

Catedral da Igreja de São Jorge o Mártir (1856). Queimada e dinamitisada.

Igreja de São Nicolas Século XIV. Queimada por dentro.

Igreja de São Jorge, Século XVI. Queimada por dentro.

Igreja do Sagrado Domingo, Século XIV, destruída.

Igreja de São Pantelemon, Século XIV, queimada e destruída.

Igreja de São Cosme e Damião, Século XIV, destruída.

Igreja do Sagrado Domingo em Zivinjane, próximo a Prizren. Explodida.

Monastério dos Sagrados Arcanjos, Século XIV. Saqueada e queimada na presença das tropas alemãs da KFOR.

Outros institutos religiosos: Faculdade Teológica Ortodoxa. Destruída.

Residência do bispo em Prizren e a casa do diácono. Ambas destruídas.

Orahovac.

Igreja do Sagrado Domingo (1852), em Brnajaca. Queimada e destruída, junto com as paróquias.

Igreja da Ressurreição da Sagrada Mãe de Deus (Século XVI - XIX). Queimada junto com paróquias.

Igreja de São Lázarus em Piskote. Danificada em 1999 e em 2004 completamente destruída.

Igreja de São Elias, perto de Bistrazin. Danificada em 1999 e destruída em 2004.

Outros locais religiosos: Duas torres de sinos da Catedral da Santa Trindade que sobreviveu da destruição de 1999, em 2004 destruída. Desde março de 2004, a população local removeu completamente todos os prédios remanescentes usando caminhões, e a prefeitura reabriu o parque do local.

Monastério de Devic, Século XV. Totalmente destruído, tendo seus túmulos abertos.

Igreja de São João Batista. Queimada, mas suas paredes ainda continuam de pé

Igreja da Sagrada Mãe de Deus, em Belo Polje. Queimada em 1999, renovada no final de 2003, incendiada em março de 2004, mas com poucos danos.

Urosevac

Catedral do Rei Uros. Três grandes granadas atiradas na igreja, que foi incendiada. Dezenove tropas da KFOR e da UMNIK foram feridas tentando proteger a igreja. A estrutura ainda continua em pé.

A igreja de São Elias em Nekodim. Destruída junto com o cemitério da igreja depois que as tropas da KFOR deixaram o local.

Igreja de São Pedro e São Paulo em Talinovci. Incendiada e destruída.

Igreja da Sagrada Mãe de Deus em Sovtovic. Destruída junto com um cemitério de fundo da igreja.

Kamenica

Igreja em Donja Slapasnica. Apedrejada.

Stimlje

Igreja do São Arcanjo Miguel (1920). Incendiada, mas permanece em pé.

Prístina:

24.Igreja de São Nicolas (início do século XIX). Queimada com a paróquia, junto com muitos ícones, e arquivos.

Kosovo Polje

Igreja de São Nicolas (1940). Queimada, mas ainda com sua estrutura em pé.

Igreja de Santa Catarina, Bresje. Saqueada.

Vuctim

Igreja de São Elias, (século XIX). Saqueada e parcialmente destruída em 1999, e em 2004 completamente destruída. Também destruída como paróquia residencial.

Obilic

Igreja de São Miguel, recentemente construída. Incendiada com pneus, ainda com sua estrutura em pé mas severamente danificada devido a alta temperatura do fogo.

Kosovska Mitrovica

Igreja de São Sava, região sul da cidade. Incendiada por duas vezes. As imagens mostram a brigada de incêndio apagando o fogo nas casas vizinhas, mas não na igreja. A paróquia residencial também foi incendiada.

Podujevo

Igreja de São Andréas, (1929). Inicialmente defendida pelas tropas checas da KFOR que foram sufocadas por uma multidão de albaneses. A igreja e seu cemitério local encontram-se destruídos. A torre de sinos foi destruída, bem como o muro que cerca o jardim. Túmulos foram abertos com os ossos sendo espalhados nas proximidades da igreja.


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