ONG jordaniana é exemplo de solidariedade

Formada por voluntários cristãos, o objetivo da ONG é restaurar a dignidade dos refugiados

| 20/12/2017 - 00:00


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Maran é uma engenheira jordaniana bem-sucedida, mãe de três filhos. Quando refugiados do Iraque começaram a chegar em Amã, a capital da Jordânia, ela ficou horrorizada com o modo como eram tratados. Eles recebiam comida com data de validade vencida e, para conseguir roupas, tinham que vasculhar uma grande pilha de itens usados que alguém havia deixado no chão. Em suas palavras: “Eu fui visitá-los e vi como eles eram tratados. Eu não gostei do que vi, então tinha duas opções: chorar ou fazer alguma coisa. Então eu escolhi fazer alguma coisa”.

Foi assim que, três anos atrás, com a ajuda da Portas Abertas, ela fundou a ONG Al-Hadaf (O propósito), com o objetivo de ajudar as pessoas em situação de vulnerabilidade. Maran diz: “Minha meta é restaurar a dignidade desses refugiados e tratá-los como eu gostaria de ser tratada, como eu gostaria que meus filhos fossem tratados”. Com a ajuda de voluntários de igrejas da Jordânia, a ONG oferece uma butique de roupas de segunda mão, uma sala para aconselhamento pós-trauma e uma sala de arteterapia para crianças. Através disso e de clínicas médicas, a ONG alcançou quase 2 mil e 500 iraquianos somente em 2016.

O ministério de voluntários cristãos na Al-Hadaf é uma ótima forma de lembrarmos que hoje comemora-se o Dia Internacional da Solidariedade Humana, que salienta a importância de agirmos, unidos, a favor das pessoas mais vulneráveis da sociedade. Uma das expressões mais profundas desse princípio é a Declaração do Milênio, em que a ONU inclui a solidariedade como um dos valores fundamentais que devem permear as relações internacionais no século XXI. Através de gestos de solidariedade, vidas podem ser transformadas.

Foi o que aconteceu com a professora primária iraquiana Anahed. Seu marido foi sequestrado por extremistas islâmicos em 2006. Ela relata: “Eles vieram à nossa casa e disseram que pelo fato de meu marido ser cristão, eu tinha que pagar um resgate. Nós pagamos, mas eles nunca o trouxeram de volta”. Ela esperou quase dez anos, mas a situação em Bagdá só piorava, até que decidiu fugir para a Jordânia com seus filhos. “Deixar meu país e me tornar uma refugiada foi doloroso, mas aqui na Al-Hadaf eu encontrei um porto seguro. As pessoas são tão amáveis. Através das palavras e cuidados, elas trouxeram o sorriso de volta ao meu rosto”.

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