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Pastor cubano é impedido de entrar no país pela segunda vez

Alain Valiente pretendia visitar a filha, que está com câncer em estágio avançado

Publicado em 29 nov 2025 • Atualizado em 27 nov 2025

Pastor registra momento em que é barrado pela imigração no aeroporto

O pastor Alain Valiente é um líder cristão exilado de Cuba. No dia 23 de outubro, ele publicou em suas redes sociais que foi proibido de entrar no país para acompanhar o tratamento médico de uma de suas filhas, que está com câncer de mama em estágio avançado. 

“Os tiranos estavam esperando por mim; todo o show armado para a minha chegada. Fui detido pela imigração e proibido de entrar. Estou sendo exilado do meu próprio país pela segunda vez”, escreveu Alain em uma publicação. 

Esse episódio é parte de uma longa história de restrições. Valiente é membro de uma rede de igrejas não reconhecida oficialmente pelo governo cubano. O pastor é alvo das autoridades por conduzir cultos independentes e defender a liberdade religiosa no país. 

Fora de Cuba, ele vem denunciando as violações do regime à liberdade religiosa. O pastor diz que, em maio de 2025, foi proibido de entrar no país pela primeira vez, sendo rotulado pelas autoridades como uma “ameaça à segurança”. 

Exilado pela segunda vez 

A história do pastor Alain Valiente com o governo cubano começou em 2007, quando agentes do governo demoliram a igreja que ele liderava e confiscaram todos os seus bens. “Eles demoliram e levaram tudo. Confiscaram os equipamentos da igreja e os bens da minha família. Ficamos sem um lugar para adorar e cultuar ao Senhor”, conta o pastor. 

A perseguição não parou por aí. Em 2016, após a igreja ser reconstruída, agentes de segurança cercaram novamente o local e demoliram o templo e a casa de Alain. A esposa do pastor e cerca de 40 membros da igreja foram presos na ocasião. 

O caso de Valiente reflete um padrão crescente em Cuba, no qual líderes religiosos são pressionados a fugir do país ou se deslocarem internamente devido à pressão do Estado. Dados da Portas Abertas mostram que, entre 2020 e 2024, pelo menos 44 casos de líderes deslocados foram documentados, incluindo nove exilados. Essa prática não acontece apenas com figuras religiosas. Líderes políticos e ativistas sociais também são alvo das autoridades. 

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Uma menina mexicana é vista ao lado do título "provisão e capacitação"

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