Pastores de Camarões pregam mesmo sob ameaça do Boko Haram
Publicado em 12 mar 2026 • Atualizado em 12 maio 2026

Nos últimos 15 anos, a região Norte de Camarões tem sido um local de violência e morte para os cristãos. Todas as noites, as pessoas temem que possa haver um ataque do grupo Boko Haram. Os extremistas se escondem nas montanhas e, durante a noite, invadem vilarejos para roubar comida e outros itens que possam interessá-los.
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É nesse lugar e nessa situação que o pastor Mamoud e outros pastores estão obedecendo o chamado de Deus. Todo fim de semana, os pastores viajam para essa região, que já foi seu lar um dia.
O vilarejo onde Mamoud vivia era atacado com tanta frequência que os líderes cristãos tomaram a difícil decisão de fugir com suas famílias para garantir a segurança de todos. O pastor lembra claramente dos ataques:
“A primeira vez que o Boko Haram veio, eles chegaram gritando ‘Alá é o maior’. Se pegassem você, eles davam uma chance de se converter ao islã. Caso recusasse, você seria morto. Nós fugíamos para as montanhas, esperando os agressores irem embora, com nossas esposas e filhos bem escondidos. Nós, os homens, ficávamos mais próximos ao vilarejo para que pudéssemos avisar nossas famílias caso o perigo se aproximasse. Foi assim que vivemos por dois anos, até que comecei a encontrar cadáveres. Cada vez mais vilas na região estavam sendo atacadas. Todos os lugares para onde íamos nos esconder já tinham sido alvo de invasões. Finalmente, decidimos ir embora para bem longe.”
Uma decisão arriscada
Hoje, Mamoud vive em outra cidade. Suas condições de vida não são boas, mas sua família está segura. Apesar da decisão de fugir, Mamoud não abandonou os cristãos que permanecem vivendo na região tomada pela violência e volta semanalmente às suas comunidades para compartilhar o evangelho.
“Os cristãos dizem: ‘Se os militantes nos matarem, tudo bem. Se não nos matarem, também está tudo bem’. Eles não têm esperança. É por isso que eu vou até eles levar a palavra de Deus. Sou responsável por essas pessoas e não posso abandoná-las”, diz um líder cristão.
Essa determinação de Mamoud e outros pastores não elimina os riscos de seu ministério. Enquanto os pastores estão no vilarejo, eles enfrentam os mesmos riscos de quem decidiu permanecer vivendo ali.
“Quando viajo, peço para minha esposa: ‘Permaneça em oração até que eu volte. Se eu não voltar, a vontade de Deus foi feita’”, diz Mamoud. Com o apoio de parceiros locais, a Portas Abertas está suprindo as necessidades das famílias de Mamoud e outros pastores para ajudá-los em suas viagens semanais.
Você pode ser parte da história de Mamoud
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