Perseguição a cristãos atinge também o Níger
Publicado em 11 fev 2018

O Níger é um país formado por cerca de 18 milhões de muçulmanos. Há apenas cerca de 65 mil cristãos, que vivem principalmente no sul. Eles enfrentam vários desafios, inclusive pressão para se converter ao islã e marginalização econômica. Os programas da Portas Abertas visam ajudar a igreja a aumentar a resiliência conforme lidam com essas questões.
O país tem um governo democrático relativamente estável. Nas últimas décadas, a igreja tem desfrutado de liberdade religiosa. No entanto, a perseguição está em ascensão. Em janeiro de 2013, a violência chegou a Zinder e rapidamente se espalhou para as áreas ao redor. Atingiu também a capital Niamey, deixando a destruição de igrejas e propriedades cristãs em seu rastro.
Hoje, a maioria muçulmana e as influências extremistas externas continuam a pressionar a adoção da sharia, que é um sistema governamental que segue as regras de Maomé, maior líder da religião muçulmana. Muitos cristãos desconhecem a atmosfera em mudança e não sabem como responder a ela.
Como a Igreja Perseguida reage à perseguição
Joseph*, um colaborador de campo da Portas Abertas, visitou uma comunidade 60% cristã no sul do país. Durante sua visita, um grande grupo de muçulmanos chegou e pregou contra o cristianismo. Eles também insultaram os pastores. Nenhum dos cristãos reagiu à provocação. Os muçulmanos saíram deixando um aviso final: “Convertam-se ao islã antes da nossa próxima visita”.
Esses cristãos participaram do seminário Permanecendo Firme Através da Tempestade. Eles disseram que aprenderam a estar preparados para situações como essa. Um dos participantes testemunhou: “Eu pensei que a perseguição era algo que acontecia em outros lugares, como a Nigéria, o Irã ou o Egito. Mas agora percebo que está no meu quarto, até mesmo debaixo da minha cama”. (Essa história continua).
*Nome alterado por segurança.
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A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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