Pesquisa revela situação da mulher no Marrocos

38% dos homens e 20% das mulheres acreditam que a esposa “às vezes merece apanhar”

| 18/12/2018 - 00:00

Jovem casal em Casablanca: à sombra dos homens

Jovem casal em Casablanca: à sombra dos homens


Estudo realizado pela ONU sobre Mulheres no Marrocos revelou que 69% dos homens entrevistados afirmaram que são eles que decidem quando a esposa pode ou não sair de casa e que 91% disse querer saber o tempo todo onde a parceira está. De acordo com a pesquisa, 38% dos homens (e 20% das mulheres) também disseram que a esposa “às vezes merece apanhar”, e 62% dos homens (e 46% das mulheres) afirmaram acreditar na ideia de que “uma mulher deveria tolerar a violência para manter a família unida”.

Na pesquisa, cerca de 2.500 homens e mulheres foram entrevistados. Eles têm idades entre 18 e 59 anos e vivem na região de Rabat-Salé-Kenitra, no litoral noroeste de Marrocos. Outra questão relacionada à vida conjugal exposta pela pesquisa consiste na noção, manifestada por 40% dos homens e 38% das mulheres, de que, se o marido sustenta financeiramente a família, a esposa é obrigada a ter relações sexuais sempre que ele quiser.

Apenas 16% delas disseram ter liberdade para decidir com quem, quando e como querem se casar, enquanto 51% dos homens afirmaram ter tomado essa decisão. Quanto ao divórcio, a maioria dos entrevistados considerou o rompimento como uma ameaça para a sociedade (95% dos homens e 87% das mulheres), 90% das mulheres disseram acreditar que deveriam ter direito a se separar do marido por vontade própria, o que foi apoiado por 52% dos homens.

Metade dos entrevistados (50% de homens e 48% de mulheres) disse que a ideia da igualdade de gênero não faz parte “das tradições e da cultura marroquina”. Por sua vez, três de cada cinco homens e a metade das mulheres disseram que a igualdade entre sexos já é um fato no Marrocos. O estudo concluiu que há “dinâmicas contraditórias” na sociedade marroquina, na qual se entrelaçam uma “crise da masculinidade” e a crescente “autonomia das mulheres” com uma ordem social “que estrutura as desigualdades entre sexos em todos os espaços sociais”.

Fonte: Exame

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