Portas Abertas publica a Classificação de países por perseguição

| 01/03/2004 - 00:00

Coreia do Norte mantém a primeira posição na Classificação de países por perseguição

Coreia do Norte mantém a primeira posição na Classificação de países por perseguição


A lista anual classifica os países de acordo com a intensidade da perseguição que os cristãos enfrentam por praticarem sua fé. A deplorável situação que os cristãos da Coréia do Norte enfrentam faz com que novamente o país mantenha a primeira posição na lista. A Arábia Saudita está em segundo lugar, seguida pelo Laos e pelo Vietnã. O Irã subiu cinco posições, indo para o quinto lugar, devido a detenções em massa de convertidos cristãos, ocorridas no ano passado. Como resultado, o Turcomenistão desceu uma posição, indo para o sexto lugar, seguido pelas Maldivas. O Butão, o Mianmar e a China formam os 10 primeiros.

O islamismo é a religião majoritária em quatro dos 10 primeiros países: Arábia Saudita, Turcomenistão, Maldivas e Irã. Quatro países têm governos comunistas: A Coréia do Norte, o Laos, o Vietnã e a China. Dois países, o Butão e o Mianmar, são budistas.

Veja a lista

Mudanças para pior

Piorou a situação da liberdade religiosa na Eritréia, Índia, Sri Lanka, Nepal e em Bangladesh. Na Eritréia, o governo começou a aplicar ativamente uma lei que proíbe a prática de religião nova. Em conseqüência, centenas de cristãos evangélicos foram presos. Na Índia, no Sri Lanka, no Nepal e em Bangladesh, a liberdade para evangelizar e a escolha da própria crença está sob ataque. Já foi implementada legislação anti-conversão em vários Estados da Índia, e estão sendo feitas tentativas para introduzi-las também no Sri Lanka. A legislação parece levar a crescente tensão entre hindus e cristãos.

Mudanças para melhor

Devido à ausência de maiores ataques contra os cristãos e instituições cristãs durante 2003 em comparação a anos anteriores, o número total de pontos para o Paquistão e para a Nigéria diminuiu. Isso não significa, entretanto, que a situação da liberdade religiosa seja favorável aos cristãos.

Depois da queda do regime de Saddam Hussein, desapareceu a pressão sobre os cristãos por parte do governo do Iraque e de sua região norte, o Kurdistão. Ainda assim, uma situação de falta de lei e de caos faz com que os cristãos sintam-se inseguros.

Foco nos 10 mais

  • Coréia do Norte

Não houve mudança na deplorável falta de liberdade religiosa na stalinista Coréia do Norte. O regime norte-coreano ainda administra os principais campos de trabalhos forçados políticos onde cerca de 200.000 prisioneiros são mantidos. Dezenas de milhares deles são cristãos, presos em razão de sua fé, que enfrentam tortura, fome e morte nesses campos. De acordo com nossos colaboradores, o número deles cresce à medida que o alto número de refugiados norte-coreanos que são presos na China retornam e são mandados para os campos de trabalhos forçados. Muitos tornaram-se cristãos depois de terem recebido apoio de missionários coreanos e chineses e foram torturados ou mortos quanto o contato deles com os cristãos foi descoberto.

  • Arábia Saudita

Não existe quase nenhuma liberdade no estrito reino islâmico da Arábia Saudita. Os cristãos e outros não-muçulmanos não têm permissão para se reunirem para o culto público no país. Durante o ano de 2003, vários cristãos estrangeiros foram encarcerados. Alguns deles foram subseqüentemente deportados para seus países de origem devido a atividades cristãs, como o envolvimento com igrejas domésticas. Os cristãos não têm permissão para ocupar qualquer posição de autoridade sobre um muçulmano. O fato de um dos prisioneiros cristãos ter-se tornado gerente em seu local de trabalho pode ter sido a causa de sua detenção. Entretanto, o número de prisioneiros foi menor do que o ano passado, o que explica a queda na pontuação.

  • Laos

O governo laociano continuou a fazer pressão sobre os cristãos do país. Muitos foram detidos e depois soltos, e várias igrejas foram fechadas em 2003. Como disse um dos nossos colaboradores locais: Os cristãos olham para as prisões como portas giratórias, à medida que muitos líderes foram presos várias vezes no ano. Houve também um aumento no maltrato físico de crentes para faze-los renunciar à fé. Várias famílias foram expulsas de suas casas por se recusarem a desistir de suas convicções. Um crente laociano até foi morto por sua fé.

  • Vietnã

A perseguição dos cristãos tribais do planalto do Vietnã continuou inflexível durante o ano passado. No começo do ano, o poderoso comitê central do Partido Comunista anunciou que tomaria duras medidas para melhor controlar a religião. Durante o ano, muitos cristãos de comunidades de minorias étnicas foram forçados a renunciar à fé e muitos foram presos quando se recusaram a faze-lo. Estima-se que, de uma vez, 300 pastores cristãos foram presos por realizarem reuniões eclesiásticas. De acordo com nossos colaboradores locais, pelo menos quatro cristãos morreram em conseqüência de perseguição. Enquanto isso, o governo vietnamita continua a negar sistematicamente a ocorrência de incidentes comprovados de perseguição religiosa.

  • Irã

O governo da República Islâmica do Irã continuou a restringir a liberdade de religião durante o ano de 2003. A minorias religiosas do país são regularmente maltratadas, intimidadas e discriminadas em razão de sua fé. Na nova lista DOP, o Irã subiu da décima para a quinta posição, o que indica um claro aumento da perseguição. O motivo é termos observado um considerável aumento no número de cristãos que foram presos e mantidos sem julgamento em conseqüência de suas convicções religiosas durante o ano passado. Em dezembro, um grande número de cristãos de origem islâmica foram também maltratados fisicamente devido sua nova fé.

  • Turcomenistão

A liberdade religiosa foi severamente restringida no Turcomenistão, um país virtualmente fechado. Em conseqüência da tentativa de assassinato do presidente Niyazov no fim de 2002 e o conseqüente aumento do controle do governo, a situação ficou ainda mais tensa para os cristãos. Durante o ano passado, os crentes foram maltratados, ameaçados, multados e detidos em razão de sua fé. O Turcomenistão aumentou mais ainda a pressão sobre os crentes não registrados pela adoção de uma nova lei sobre religião que proscreve todas as atividades religiosas que não tenham registro. Os membros de crenças minoritárias são vulneráveis a acusações criminais e penalidades pelo descumprimento da lei que superam a um ano de trabalho corretivo. Ao proibir a atividade religiosa que não tenha registro, o Turcomenistão está violando os acordos internacionais de direitos humanos que assinou.

  • Maldivas

Não houve mudança na falta de liberdade religiosa no arquipélago das Maldivas. O islamismo é a religião oficial do país e a liberdade religiosa severamente restringida. O governo exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos, e a prática pública de qualquer outra religião é proibida. Estrangeiros não-muçulmanos têm permissão para praticarem sua religião em particular, porém não podem convidar cidadãos para participarem. Não se permitem igrejas no país, e é proibida a importação de materiais não-muçulmanos, exceto os de uso particular de pessoas não-cidadãs. Os poucos cristãos locais vivem sua fé em segredo e extremo isolamento. Quando descobertos, correm o risco de perder a cidadania.

  • Butão

O budismo é a região de Estado do Reino do Butão, e os adeptos desta religião são claramente favorecidos em relação aos seguidores de outras religiões. Não houve mudança na situação da liberdade religiosa durante o ano de 2003. Os cristãos sofrem maus tratos e discriminação por parte do governo, das autoridades locais e de outros cidadãos. De acordo com fontes locais, são infligidas graves torturas mentais aos que se tornam cristãos. Eles perdem todos os seus direitos e têm o acesso negado a estabelecimentos e serviços públicos, como educação para os filhos e oportunidades de emprego. Alguns têm de sair de propriedades alugadas uma vez que os proprietários - temendo represálias do governo - ficam sabendo que eles são cristãos. Não foi permitida a entrada de nenhum material no país, exceto textos religiosos budistas.

  • Mianmar

O Mianmar não tem constituição ou leis que protejam a liberdade de religião. O governo impõe restrições a certas atividades religiosas e transgride com freqüência o direito à liberdade religiosa. Neste país, essencialmente budista, os cristãos enfrentam discriminação e restrição de atividades de educação, evangelismo e construção de igrejas. O governo opõe-se à disseminação do cristianismo. Milhares de jovens cristãos estão desempregados devido sua crença e são pressionados a se converterem ao budismo. Várias igrejas e casas cristãs foram incendiadas durante o ano de 2003. A perseguição é mais grave entre tribos étnicas como os Karen. Além da motivação étnica, existem também elementos de perseguição anti-cristã.

  • China

    Não houve mudança significativa na situação da liberdade religiosa na China. Os grupos religiosos sem registro são considerados ilegais no país. As igrejas registradas, entretanto, são controladas e reguladas para evitar o aumento de grupos que possam formar uma autoridade fora do controle do Estado. Ainda assim, o número de membros de muitos grupos cristãos está crescendo. Sob o novo presidente, Hu Jintao, a perseguição aos cristãos não diminuiu. As batidas policias sobre igrejas domésticas e as detenções de líderes eclesiásticos e de membros continuam. Uma mulher cristã foi espancada até à morte quando estava sob custódia. Uma campanha nacional para o registro de igrejas domésticas - e assim colocá-las sob o controle e supervisão do governo - está em curso. O governo começou também uma campanha para promover ativamente o comunismo ateísta ortodoxo através dos meios de comunicação do Estado e denunciar as crenças anticonvencionais num esforço para restringir a influência da atividade religiosa.

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