Johnny Li: de gângster a colaborador para o avivamento na China

Johnny Li, agora pastor do ministério fundado pelo irmão André (autor de “O contrabandista de Deus”), participou do “The China experience” em 12 de janeiro.
 
Li contou sua extraordinária história de vida: “Eu nasci e fui criado em Hong Kong, e quando tinha sete anos, meu pai faleceu. Então, quando fiz 11 anos, nos mudamos para a China durante a revolução nos anos 60 e, nesse período, meu irmão foi convocado para integrar o Exército vermelho”.

Li disse que sua mãe arrumou problemas na China e “sem razão” foi mandada para a cadeia e depois, para prisão domiciliar. Então, ele voltou para Hong Kong, onde também arranjou sérios problemas.

“Eu fiquei sozinho em Hong Kong, e como conseqüência, virei um gangster com os Triads”, prossegue. “Eu fiz muitas coisas erradas, e até me envolvi com vudu e magia negra, adoração a deuses e poderes sobrenaturais. Então, milagrosamente o Senhor me encontrou e eu mudei instantaneamente. Entreguei-me ao Senhor e fiz a primeira oração de minha vida, sem saber o que era, mas orei ao Senhor. Eu nunca retornei a minha vida de gangster, mas falei para eles sobre Jesus. Os espíritos malignos não voltaram para mim. Então, foi um milagre”.

“Então, esse era o meu passado e o Senhor me encontrou. Acabei entregando Bíblias na China.”

 Perguntamos a Johnny por que as igrejas chinesas crescem com tanta rapidez: “é porque a China é um país enorme, e apesar de que em alguns lugares as pessoas podem ir a igrejas “do governo”, há outros onde, infelizmente, não existem igrejas”, diz. “Também, devido à história durante a revolução, a China enfrentou décadas de perseguição. Como resultado, as pessoas se reunem em casas para louvar e cultuar ao Senhor. Então, temos milhares de igrejas na China.”

Então, perguntei por que as igrejas não registradas na China, consideradas ilegais pelas autoridades, recusam a se registrar no governo Chinês.

“Bem, na verdade elas gostariam de obedecer a lei” afirmou Li. “Mas infelizmente, existem elementos com os quais um cristão não deve se comprometer, como doutrinas, por exemplo. Alguns evangélicos, como os convertidos de igrejas não registradas, não abrem mão de suas convicções”.

“Ainda assim, a situação está melhorando, mas ainda temos muitas igrejas não registradas que são frequentadas por ‘cidadãos legais’ e que adoram ao Senhor.”

Li continua dizendo: “Houve muitas mudanças na China, e as igrejas legalizadas também mudaram muito. Elas estão crescendo, ficando mais abertas, e agem com maior liberdade. Não diria 100%, mas estão melhores. Eu acredito que faz parte do plano de Deus, e, um dia, haverá apenas uma igreja”.

Concluimos perguntando ao Johnny o que ele gostaria de dizer para as pessoas que ainda não tomaram a decisão de apoiar a entrega de Bíblias e material cristão na China.

“Precisamos que as pessoas apoiem a entrega desse material devido ao grande avivamento que está acontecendo na China nessa época”, diz. “Agradecemos a Deus pelas últimas décadas, pois nunca tantas pessoas se voltaram para Jesus. Não estamos falando sobre história; estamos falando sobre o que acontece hoje. Ainda temos muitas pessoas que a cada dia aceitam a Jesus Cristo. Principalmente aquelas nas regiões montanhosas e nas menores áreas, estão desesperadas pela Palavra de Deus. E nós queremos estar junto com elas.”

“Vamos orar para que esse avivamento não pare, pois trata-se da vontade do Senhor. As pessoas têm fome, e não por falta de alimento, mas por falta da Palavra de Deus. Queremos prosseguir e permitir a chegada desse avivamento, e orar para que continue por mais algumas décadas.”