“Tenho esperança, porque tenho fé”, diz esposa sobre pastor Koh
Publicado em 24 jul 2020

A procura por respostas para o desaparecimento do pastor Raymond Koh na Malásia ainda continua, e a esposa dele, Susanna Liew Koh, reconhece que a tarefa não está sendo fácil. “Eu tenho essa busca para encontrar a verdade e pelo menos ter algum encerramento para mim e minha família”, disse a cristã à agência de notícias AFP. Koh foi sequestrado no dia 13 de fevereiro de 2017.
Apesar da Comissão de Direitos Humanos da Malásia ter iniciado um inquérito público sobre o caso do pastor Koh e garantido que houve envolvimento de integrantes do governo no desaparecimento, não houve uma conclusão satisfatória para o caso.
Em fevereiro, Susanna noticiou que abriu um processo contra dois ex-inspetores-gerais da polícia, Tan Sri Khalid Abu Bakar e Tan Sri Mohamad Fuzi Harun, por causa do incidente. O advogado da cristã, Datuk Jerald Gomez, enfatizou que o tempo para o caso expirar estava chegando, ao completar três anos de investigação. Por isso, a família precisava entrar com o processo judicial para manter a apuração do caso.
Susanna recebeu o Prêmio Internacional Mulheres da Coragem do departamento de Estado americano em março de 2020. A condecoração foi resultado da luta da cristã por justiça no caso do marido e de outras vítimas de desaparecimento forçado. Apesar de não ter informação do paradeiro do pastor Koh, a esposa mantém a confiança em Deus. “Não sabemos onde ele está, em que condição está e se está vivo ou morto. Mas tenho esperança, porque tenho fé”, concluiu.
A Comissão de Direitos Humanos do país, em 40ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2020, divulgou que encontrou semelhança entre o sequestro do pastor Koh e do ativista Amri Che Mat, desaparecido desde o final de 2016. Foi anunciado também que o sumiço do casal cristão, Joshua e Ruth Hilmy, seria assunto de uma investigação pública, já que eles foram vistos pela última vez na Malásia em novembro de 2016. A Portas Abertas pede que a igreja brasileira continue a interceder pelas investigações e famílias dos cristãos desaparecidos no território.
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