Tensões étnicas geram insegurança e violência em Mali

Líderes da igreja pedem oração por Mali e cristãos afetados por tensões étnicas no país. Em 2018, civis na região central do país foram encurralados pela insegurança e violência étnica alimentadas por realidades socioeconômicas e influência jihadista. A ONU estima que mais de 500 pessoas morreram em conflitos entre membros dos grupos étnicos fulani e dogon no ano passado. Os jihadistas causam insegurança em todo o país e na sub-região de Sahel, apesar do apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e forças francesas e regionais ao governo. Mortes e desalojamentos são registrados todos os dias.
De acordo com o jornal The McGill International Review, os dois grupos têm se enfrentado quanto ao acesso a recursos, como terras, água e gado ao longo dos anos. Nestas disputas de terras, os dogon, com poucas terras, não foram capazes de se sustentar por meio da agricultura. Para não enfrentar a fome, alguns homens voltaram aos padrões tradicionais de caça, ficando conhecidos como caçadores dozo. Entretanto, além de providenciar comida, os dozo deram início a violentos ataques contra os fulani. Um exemplo é o ataque ocorrido em 1º de janeiro, quando 37 fulanis foram mortos. De acordo com contatos locais, as questões étnicas foram inflamadas por organizações terroristas, o que resultou em instabilidade, permitindo o recrutamento dessas populações vulneráveis.
As áreas mais críticas são entre San, na região de Ségou, e Koro, na região de Mopti. O governo enfrenta muitas críticas por não controlar a situação. “Após diversos incidentes, o governo condenou as mortes, mas falhou em prover a proteção necessária para as pessoas, deixando que elas cuidassem de si mesmas”, uma fonte local disse à Portas Abertas. Embora cristãos não sejam alvos específicos, os efeitos são sentidos por nossos irmãos. “Os grupos de desabrigados pela guerra aumentam a cada dia. Alguns campos de refugiados têm pessoas em situações muito precárias. A violência dos jihadistas impede as pessoas de plantar e, por isso, as famílias enfrentam a fome”, informam pastores locais.
Para a igreja, o grande desafio é acompanhar para onde os cristãos fugiram e ajudar em suas necessidades. O pastor François Yorou disse a parceiros da Portas Abertas: “Sempre que há casos, nós os dividimos entre as igrejas. O triste é que essas pessoas vêm a nós desprovidas de tudo, defome àfalta de roupa. Nós damos nosso melhor, sendo solidários para recebê-los aqui”. A insegurança contínua complica as coisas ainda mais. Aqueles que decidiram voltar para suas vilas, enfrentam circunstâncias muito difíceis. “Os jihadistas cometem atos muito sérios nestas áreas, como destruição àpropriedade, violência sexual, morte e outras violências conforme a doutrina islâmica. Eles tiram pessoas de suas propriedades, violentam mulheres, queimam celeiros e saqueiam animais”, explicaram trabalhadores.
Pedidos de oração
- Ore pela proteção do Senhor e provisão para todos os cristãos afetados pela complexa situação atual.
- Apresente aqueles que decidiram voltar para as vilas ocupadas para que encontrem refúgio no Senhor.
- Peça por sabedoria e recursos necessários para que a igreja continue cuidando dos desalojados e ministrando aos traumatizados.
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