Terremotos na Venezuela deixam centenas de mortos e ampliam crise humanitária
Publicado em 29 jun 2026

A Venezuela enfrenta uma emergência humanitária em rápida evolução após dois fortes terremotos. Os tremores atingiram o norte do país na quarta-feira, 24 de junho de 2026, por volta das 18 horas e 4 minutos (horário local), com apenas 40 segundos entre os dois abalos.
Relatórios oficiais iniciais confirmaram 188 mortes. No entanto, poucas horas depois, o cenário se agravou. Segundo atualização divulgada na noite de 26 de junho, o número de mortos chegou a 920, evidenciando a gravidade da situação.
Além disso, mais de 3.600 pessoas ficaram feridas e cerca de 50 mil estão desaparecidas. As equipes de resgate continuam trabalhando entre escombros na tentativa de encontrar sobreviventes. O evento é considerado o mais intenso registrado no país desde 1900.
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Impacto crescente e destruição estrutural
O aumento rápido no número de vítimas confirma que a emergência ainda está em curso. A tragédia deixou profundas marcas não apenas físicas, mas também emocionais e sociais nas comunidades afetadas.
“A principal preocupação das famílias venezuelanas neste momento é saber se seus parentes desaparecidos ainda estão vivos. Muitos prédios residenciais desabaram com famílias dentro.”
— cristão venezuelano
De acordo com autoridades, casas e infraestruturas críticas colapsaram em mais de cinco cidades, incluindo a capital, Caracas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência, válido também para outras regiões do país.

Os terremotos causaram:
- Desabamento de edifícios
- Danos severos a serviços essenciais
- Interrupções de energia, transporte e comunicação
No estado de Aragua, muitas famílias permanecem em áreas abertas por segurança, enquanto tentam lidar com a incerteza.
Igrejas entre os afetados e os que ajudam
As comunidades cristãs também foram impactadas. Além das perdas materiais e desafios econômicos, várias igrejas sofreram danos estruturais, o que limita sua atuação social e espiritual.

A situação é agravada por um contexto já marcado por dificuldades econômicas, restrições e pressões externas, o que reduz a capacidade de resposta dessas comunidades.
Relatos de campo indicam diferentes situações. Em La Guaira, a casa da mãe de um pastor foi danificada. Em Aragua, o pastor Matías relatou danos em sua residência e na capital, Caracas, famílias cristãs também enfrentam destruição de suas casas.
Na região de Puerto Maya, uma igreja ficou estruturalmente comprometida, enquanto a área permanece isolada devido à falta de energia e comunicação.
Há muita incerteza; o medo permanece porque a terra continua tremendo com abalos secundários constantes. Alguns pastores e cristãos foram surpreendidos pelos tremores enquanto faziam evangelismo, sendo obrigados a interromper suas atividades e procurar abrigo.
Ainda assim, eles permanecem firmes, acompanhando as pessoas e levando calma e esperança em meio ao medo e à instabilidade.”
— parceiro da Portas Abertas
Um dos casos mais graves ocorreu em La Guaira, onde uma igreja desabou completamente. Moradores relatam alto nível de sofrimento após perdas significativas.
Necessidades urgentes aumentam
A crise deixou milhares de pessoas em condições extremamente vulneráveis. As principais necessidades que elas relatam são: alimentação, abrigo, atendimento médico, apoio emocional, acesso a serviços básicos.
“A igreja está sobrecarregada, mobilizando-se para ajudar da forma que puder, enquanto ora por uma intervenção divina diante das enormes necessidades que o país enfrenta.”
— Parceiro da Portas Abertas na América Latina

As equipes de resgate seguem atuando intensamente, enquanto autoridades continuam avaliando os danos. Cristãos locais pedem ajuda em oração.
Como orar pela Venezuela?
- Ore por consolo às famílias que perderam entes queridos.
- Interceda por proteção e força para os feridos e desabrigados.
- Clame por sabedoria às autoridades e equipes de resgate.
- Ore para que a igreja seja instrumento de esperança e ajuda.
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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