#VoicesforJustice: justiça para Leah Sharibu e meninas raptadas na Nigéria
Publicado em 19 jun 2026

A história de Leah Sharibu, uma jovem cristã nigeriana sequestrada em 2018, continua a mobilizar a Igreja Perseguida e organizações que defendem a liberdade religiosa.
O caso dela representa a realidade de milhares de mulheres e meninas vítimas da violência na Nigéria, incluindo sequestro, abuso e coerção religiosa.
Hoje, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, descubra como a Portas Abertas junto a lideranças e parceiros globais estão unindo suas vozes em um apelo por justiça e proteção.
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Por que o caso de Leah Sharibu ainda mobiliza o mundo?
O caso de Leah Sharibu segue atual porque, para os cristãos nigerianos, ela se tornou um poderoso símbolo de coragem ao se recusar renunciar à fé para obter liberdade.
Leah foi sequestrada ainda adolescente em uma escola em Dapchi, no estado de Yobe, por um braço do Boko Haram que é conhecido como Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP). Enquanto a maioria das estudantes foi liberada, ela permaneceu em cativeiro por não negar a Jesus.
“Leah foi sequestrada com outras 109 meninas. A maioria acabou sendo libertada, mas nossa filha foi mantida em cativeiro porque se recusou a renunciar à fé cristã e a se converter ao islamismo.”
— Nathan e Rebeca, pais de Leah Sharibu
Para a Igreja Perseguida, Leah representa não apenas uma vítima individual, mas também a realidade de muitas outras mulheres e meninas nigerianas que vivem sob ameaça constante. No país mais violento para cristãos da Lista Mundial da Perseguição 2026, grupos extremistas utilizam a sequestros, casamentos forçado, ataques e abusos, como ferramentas de controle e opressão.
“Para os cristãos, a história de Leah nos mostra que precisamos perseverar, porque não sabemos até onde essa violência vai chegar. Ataques acontecem quase todos os dias.”
— Asabe
O que está acontecendo com mulheres cristãs na Nigéria?
A violência contra mulheres cristãs na Nigéria é parte de um cenário mais amplo de instabilidade e perseguição. Asabe*, conselheira de vítimas de traumas no estado de Plateau entende essa realidade com clareza.
Segundo parceiros da Portas Abertas, em regiões do Norte e do Centro do país, mulheres e meninas cristãs enfrentam sequestros, abusos e traumas recorrentes, frequentemente cometidos por grupos extremistas. Muitas sobreviventes também lidam com rejeição social após o retorno às suas comunidades.
Essa realidade é confirmada por relatos de parceiros locais que atuam no cuidado de vítimas de trauma. Eles apontam que os ataques são frequentes e deixam marcas profundas não apenas nas vítimas diretas, mas em toda a comunidade. Veja a história de Rifkatu.
Voices for Justice: mobilização por justiça para as “Leahs da Nigéria”
Os pais de Leah Sharibu — Nathan e Rebeca — se uniram a um grupo de organizações internacionais pedindo justiça pelas “Leahs da Nigéria” no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, celebrado no dia 19 de junho.
“Unimos forças com o Voices for Justice para chamar atenção para o uso da violência sexual como arma em conflitos.”
— Nathan e Rebeca, pais de Leah Sharibu
Voices for Justice (V4J) é uma plataforma colaborativa de advocacy, lançada em 2025 pela Religious Liberty Partnership, da qual a Portas Abertas Internacional faz parte. Seu objetivo é mobilizar organizações para falar com uma só voz por justiça, dignidade e liberdade para comunidades vulneráveis que enfrentam violações da liberdade de religião ou crença.
A mobilização internacional ganha força com iniciativas que destacam a urgência de proteger mulheres vulneráveis e responsabilizar os agressores.
Histórias de apoio, acolhimento e fortalecimento espiritual
Os relatos das sobreviventes mostram que o impacto da violência vai além do momento do ataque.
Muitas mulheres enfrentam traumas profundos, estigmatização e dificuldades de reintegração social. Em alguns casos, mesmo após o retorno ao lar, elas vivem uma nova forma de sofrimento devido à rejeição comunitária.
“Uma mulher foi obrigada a assistir à morte do marido e do filho pequeno. Eles a forçaram a ver enquanto matavam seu filho. Ela tentou desviar o olhar, mas foi obrigada a assistir.”
— Asabe
Por outro lado, também há histórias de apoio, como maridos e familiares que permanecem ao lado das sobreviventes, demonstrando que o cuidado e a restauração são possíveis.
“Após três meses do seu casamente, uma outra mulher estava voltando das compras quando foi sequestrada. No esconderijo do grupo, ela foi sexualmente violentada repetidamente todos os dias por quatro homens durante um mês. O marido permaneceu ao lado dela. Ele ligava todos os dias para os sequestradores para falar com ela e orar com ela.”
— Asabe
No entanto, ao retornar à sua aldeia, a jovem enfrentou um novo choque.
“Quando voltou para a comunidade, a cristã abusada foi rejeitada e estigmatizada. Isso a deixou ainda mais traumatizada. Se as comunidades rejeitam sobreviventes de sequestro, é melhor que elas se mudem para um lugar seguro, onde não sejam condenadas.”
— Asabe
Esses testemunhos reforçam a necessidade de apoio contínuo, incluindo aconselhamento, acolhimento e fortalecimento espiritual.
Como podemos responder a esse cenário?
Apoie a campanha e petição Desperta África
A campanha Desperta África é uma mobilização da Portas Abertas que convida pessoas ao redor do mundo a se posicionarem em favor das vítimas de violência e perseguição no continente africano.
O engajamento público é fundamental para dar visibilidade às violações de direitos e pressionar por ações concretas que promovam justiça e proteção.
- Assine a petição
- Contribua com uma doação para a cuidados pós-trauma e acolhimento de viúvas africanas.
PACAST | Meninas de Chibok Além do sequestro
Conheça a realidade das mulheres e meninas cristãs na Nigéria de uma maneria única. Ouça o podcast narrativo especial das Meninas de Chibok no Spotify ou no Youtube.
Ore pelas cristãs vítimas de violência
- Ore pela libertação de Leah Sharibu e de todas as meninas em cativeiro por causa da fé em Jesus na Nigéria.
- Interceda pelas sobreviventes de raptos, para que encontrem cura emocional, aceitação e restauração.
- Peça proteção para mulheres e meninas cristãs em regiões afetadas pela violência.
- Ore também pelos perseguidores, para que sejam transformados pelo amor de Cristo (Mateus 5:44).
Compartilhe a hashtag #VoicesforJustice
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A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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