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O território conhecido hoje como Palestina, ou Territórios Ocupados Palestinos,
é formada por duas regiões distintas: a Cisjordânia, ao norte do Mar Morto,
fazendo fronteira com a Jordânia; e a Faixa de Gaza, na costa do Mar
Mediterrâneo, fazendo fronteira com o Egito.
História
A
Palestina é a terra em que habitavam os cananeus dos tempos bíblicos.
Conquistada pelo Egito, pelo rei Davi, Alexandre, o Grande, entre outros, essa
região tem sua história marcada por conflitos.
Em 1516, o Império Otomano
conquistou Jerusalém, que ficou sob seu poder até o fim da I Guerra Mundial.
Durante essa guerra, a Inglaterra prometeu ao príncipe árabe a independência das
terras árabes. Mas, ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores britânico
prometeu o estabelecimento de uma "pátria judaica" na Palestina.
A
Inglaterra não tinha poder nenhum sobre o território, mas recebeu autoridade
sobre a região em 1922 com um mandato da Sociedade das Nações. A partir daí
começou uma migração maciça de judeus à área.
Em 1936, os palestinos
começaram a protestar contra a imigração. A Inglaterra então propôs dividir a
Palestina em dois Estados. A ideia foi rejeitada, mas a ONU, em 1947, aprovou um
novo plano de divisão. No ano seguinte, Israel passou a existir.
Depois
de uma série de acordos assinados entre 1994 e 1999, Israel transferiu à
Autoridade Palestina a responsabilidade pelas áreas povoadas por palestinos na
Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
As negociações para determinar o status
permanente dessas duas regiões, entretanto, culminaram na intifada
(revolta) dos palestinos em setembro de 2000. Isso porque forças israelenses
reocuparam áreas controladas por palestinos.
A data proposta para se
firmar esse acordo de status permanente foi adiada indefinidamente por causa da
violência e de acusações feitas por ambos os lados
envolvidos.
Governo
Depois da morte do líder palestino
Yasser Arafat, em 2004, Mahmud Abbas, do partido Fatah, foi eleito presidente da
Autoridade Palestina em janeiro de 2005.
Um ano depois, o Movimento de
Resistência Islâmico, Hamas, ganhou o controle do Conselho Legislativo
Palestino. A comunidade internacional recusa-se a aceitar o governo do Hamas,
pois este não reconhece o Estado de Israel, não abre mão da violência e não
honra acordos de paz previamente feitos entre Israel e a Autoridade
Palestina.
O relacionamento entre o governo de Mahmud Abbas e o Hamas tem
sido marcado por conflitos e acordos desrespeitados. Isso tem custado caro aos
civis palestinos, que acabam feridos e até mortos durante os embates.
A Igrejavoltar ao topo
O cristianismo existe na região
desde a época de Cristo. Os primeiros "cristãos" foram os judeus que creram em
Jesus; depois foram os convertidos que se mudaram para a "Terra
Santa".
Sob a autoridade islâmica, os cristãos sempre foram uma minoria,
mas com o direito de viver e praticar sua religião.
Do trabalho de
missões estrangeiras no Oriente Médio nasceu a igreja evangélica, que difere das
igrejas tradicionais no que diz respeito à pregação do evangelho. As igrejas
tradicionais não tentam evangelizar os muçulmanos, ao passo que as evangélicas
creem que o evangelho deve ser compartilhado com todos.
Integrar-se às
igrejas tradicionais não é fácil. Assim, os convertidos acabam se reunindo em
congregações separadas, quase sempre fazendo seus cultos em
secreto.
Atualmente há 37.500 cristãos na Cisjordânia e 2.500 na Faixa de
Gaza.
A perseguiçãovoltar ao topo
A
perseguição que os cristãos sofrem na Palestina se deve mais à guerra e ao
aumento do radicalismo islâmico.
A Autoridade Palestina não possui
Constituição, mas a Lei Básica respeita a existência de outros grupos religiosos
e a liderança geralmente respeita isso também.
Contudo, a Lei Básica
afirma que o islamismo é a religião oficial e que os princípios da sharia (lei
islâmica) devem ser a principal fonte da legislação.
A situação em Gaza é
mais difícil do que na Cisjordânia. Além das difíceis condições de vida, os
cristãos sentem-se ameaçados pelo governo do Hamas.
A Igreja Batista de
Gaza, dirigida pelo pastor Hanna, foi pega em meio ao fogo cruzado. Ela já foi
invadida pelo Hamas nos conflitos de 2007 contra o Fatah, e bombardeada durante
os conflitos entre Israel e Hamas em 2008-2009.
Desde o assassinato de Rami
Ayyad em outubro de 2007, a situação para os cristãos de Gaza tem mudado. Eles se sentem mais vulneráveis, experimentando a influência cada vez maior do radicalismo. As mulheres cristãs, por exemplo, são criticadas na rua por causa da forma como se vestem.
Boa parte dos poucos cristãos palestinos que vivem na Faixa de Gaza deixou a região e ainda não retornou. A única livraria cristã da cidade, da qual Rami era diretor, está fechada e sem previsão de reabertura.
Alguns dos cristãos que continuam em Gaza não vão à igreja porque não acham seguro ir até lá.
Já os convertidos vindos de outras
religiões são pressionados, ameaçados e convocados à delegacia para interrogatórios.
A situação na Cisjordânia é melhor se comparada a Gaza.
Os cristãos sofrem com a situação econômica ruim que atinge toda a população. Não há trabalho, perspectiva, futuro. Os cristãos da Cisjordânia não têm condições financeiras para sair, ou também não têm aonde ir. Mas alguns deles
ficam na cidade porque se sentem chamados pelo Senhor para serem luz de Cristo onde vivem.
Motivos de
oraçãovoltar ao topo
1. Ore por paz. Peça ao Senhor para derramar Sua paz
no coração dos cristãos que vivem amedrontados e incertos quanto ao
futuro.
2. Ore pelos cristãos que sofrem com o desemprego. Eles têm
dificuldades para criar seus filhos. Ore para que sejam constantes em sua fé e
não desanimem, mesmo sendo parte da minoria.
3. Interceda pela comunidade
cristã de Gaza. Que eles recebam graça e coragem para confiar na provisão e na
fidelidade do Senhor. Ore em especial por aqueles que recebem ameaças ou que são
convocados para interrogatórios.
Fontes
- 2008
Report on International Religious Freedom
(http://2001-2009.state.gov/g/drl/rls/irf/2008)
- BBC Country profile
(http://news.bbc.co.uk/2/hi/country_profiles/)
- CIA Factbook 2008
(https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/)
-
Enciclopédia do Mundo Contemporâneo. São Paulo. Publifolha: 1999
-
Portas Abertas Internacional
- Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento - Human Development Reports
(http://hdrstats.undp.org/countries/)
Atualizado em 27/03/2009
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Dados gerais |
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Sede do governo Jerusalém
Governo Governado pelo presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas desde janeiro de 2005
População 4 milhões (71,6%)
Área 6.220 km2
Localização Oriente Médio
Idiomas Árabe, hebraico, inglês
Religião Islamismo 87,5%; judaísmo 8,5%, cristianismo 4%
Perseguição Algumas limitações
Restrições O islamismo é a religião oficial e os princípios da sharia (lei islâmica) são a principal fonte da legislação
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