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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
A Igreja Perseguida na Palestina
46ª posição na Classificação de países por perseguição
 
A Igreja A perseguição Motivos de oração
 
O território conhecido hoje como Palestina, ou Territórios Ocupados Palestinos, é formada por duas regiões distintas: a Cisjordânia, ao norte do Mar Morto, fazendo fronteira com a Jordânia; e a Faixa de Gaza, na costa do Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira com o Egito.

História

A Palestina é a terra em que habitavam os cananeus dos tempos bíblicos. Conquistada pelo Egito, pelo rei Davi, Alexandre, o Grande, entre outros, essa região tem sua história marcada por conflitos.

Em 1516, o Império Otomano conquistou Jerusalém, que ficou sob seu poder até o fim da I Guerra Mundial. Durante essa guerra, a Inglaterra prometeu ao príncipe árabe a independência das terras árabes. Mas, ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores britânico prometeu o estabelecimento de uma "pátria judaica" na Palestina.

A Inglaterra não tinha poder nenhum sobre o território, mas recebeu autoridade sobre a região em 1922 com um mandato da Sociedade das Nações. A partir daí começou uma migração maciça de judeus à área.

Em 1936, os palestinos começaram a protestar contra a imigração. A Inglaterra então propôs dividir a Palestina em dois Estados. A ideia foi rejeitada, mas a ONU, em 1947, aprovou um novo plano de divisão. No ano seguinte, Israel passou a existir.

Depois de uma série de acordos assinados entre 1994 e 1999, Israel transferiu à Autoridade Palestina a responsabilidade pelas áreas povoadas por palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

As negociações para determinar o status permanente dessas duas regiões, entretanto, culminaram na intifada (revolta) dos palestinos em setembro de 2000. Isso porque forças israelenses reocuparam áreas controladas por palestinos.

A data proposta para se firmar esse acordo de status permanente foi adiada indefinidamente por causa da violência e de acusações feitas por ambos os lados envolvidos.

Governo

Depois da morte do líder palestino Yasser Arafat, em 2004, Mahmud Abbas, do partido Fatah, foi eleito presidente da Autoridade Palestina em janeiro de 2005.

Um ano depois, o Movimento de Resistência Islâmico, Hamas, ganhou o controle do Conselho Legislativo Palestino. A comunidade internacional recusa-se a aceitar o governo do Hamas, pois este não reconhece o Estado de Israel, não abre mão da violência e não honra acordos de paz previamente feitos entre Israel e a Autoridade Palestina.

O relacionamento entre o governo de Mahmud Abbas e o Hamas tem sido marcado por conflitos e acordos desrespeitados. Isso tem custado caro aos civis palestinos, que acabam feridos e até mortos durante os embates.

A Igreja
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O cristianismo existe na região desde a época de Cristo. Os primeiros "cristãos" foram os judeus que creram em Jesus; depois foram os convertidos que se mudaram para a "Terra Santa".

Sob a autoridade islâmica, os cristãos sempre foram uma minoria, mas com o direito de viver e praticar sua religião.

Do trabalho de missões estrangeiras no Oriente Médio nasceu a igreja evangélica, que difere das igrejas tradicionais no que diz respeito à pregação do evangelho. As igrejas tradicionais não tentam evangelizar os muçulmanos, ao passo que as evangélicas creem que o evangelho deve ser compartilhado com todos.

Integrar-se às igrejas tradicionais não é fácil. Assim, os convertidos acabam se reunindo em congregações separadas, quase sempre fazendo seus cultos em secreto.

Atualmente há 37.500 cristãos na Cisjordânia e 2.500 na Faixa de Gaza.

A perseguiçãovoltar ao topo

A perseguição que os cristãos sofrem na Palestina se deve mais à guerra e ao aumento do radicalismo islâmico.

A Autoridade Palestina não possui Constituição, mas a Lei Básica respeita a existência de outros grupos religiosos e a liderança geralmente respeita isso também.

Contudo, a Lei Básica afirma que o islamismo é a religião oficial e que os princípios da sharia (lei islâmica) devem ser a principal fonte da legislação.

A situação em Gaza é mais difícil do que na Cisjordânia. Além das difíceis condições de vida, os cristãos sentem-se ameaçados pelo governo do Hamas.

A Igreja Batista de Gaza, dirigida pelo pastor Hanna, foi pega em meio ao fogo cruzado. Ela já foi invadida pelo Hamas nos conflitos de 2007 contra o Fatah, e bombardeada durante os conflitos entre Israel e Hamas em 2008-2009.

Desde o assassinato de Rami Ayyad em outubro de 2007, a situação para os cristãos de Gaza tem mudado. Eles se sentem mais vulneráveis, experimentando a influência cada vez maior do radicalismo. As mulheres cristãs, por exemplo, são criticadas na rua por causa da forma como se vestem.

Boa parte dos poucos cristãos palestinos que vivem na Faixa de Gaza deixou a região e ainda não retornou. A única livraria cristã da cidade, da qual Rami era diretor, está fechada e sem previsão de reabertura.

Alguns dos cristãos que continuam em Gaza não vão à igreja porque não acham seguro ir até lá.

Já os convertidos vindos de outras religiões são pressionados, ameaçados e convocados à delegacia para interrogatórios.

A situação na Cisjordânia é melhor se comparada a Gaza. Os cristãos sofrem com a situação econômica ruim que atinge toda a população. Não há trabalho, perspectiva, futuro. Os cristãos da Cisjordânia não têm condições financeiras para sair, ou também não têm aonde ir. Mas alguns deles ficam na cidade porque se sentem chamados pelo Senhor para serem luz de Cristo onde vivem.

Motivos de oraçãovoltar ao topo

1. Ore por paz. Peça ao Senhor para derramar Sua paz no coração dos cristãos que vivem amedrontados e incertos quanto ao futuro.

2. Ore pelos cristãos que sofrem com o desemprego. Eles têm dificuldades para criar seus filhos. Ore para que sejam constantes em sua fé e não desanimem, mesmo sendo parte da minoria.

3. Interceda pela comunidade cristã de Gaza. Que eles recebam graça e coragem para confiar na provisão e na fidelidade do Senhor. Ore em especial por aqueles que recebem ameaças ou que são convocados para interrogatórios.

Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom (http://2001-2009.state.gov/g/drl/rls/irf/2008)

- BBC Country profile (http://news.bbc.co.uk/2/hi/country_profiles/)

- CIA Factbook 2008 (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/)

- Enciclopédia do Mundo Contemporâneo. São Paulo. Publifolha: 1999

- Portas Abertas Internacional

- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Human Development Reports (http://hdrstats.undp.org/countries/)

Atualizado em 27/03/2009

 

 
  Dados gerais  
Sede do governo
Jerusalém

Governo
Governado pelo presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas desde janeiro de 2005

População
4 milhões (71,6%)

Área
6.220 km2

Localização
Oriente Médio

Idiomas
Árabe, hebraico, inglês

Religião
Islamismo 87,5%; judaísmo 8,5%, cristianismo 4%

Perseguição
Algumas limitações

Restrições
O islamismo é a religião oficial e os princípios da sharia (lei islâmica) são a principal fonte da legislação

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