México: a realidade oculta de um dos países sede da Copa do Mundo 2026
Publicado em 04 jun 2026 • Atualizado em 11 jun 2026

A Copa do Mundo de 2026 será histórica. Pela primeira vez, três países – México, Estados Unidos e Canadá – serão sede do torneio, que também contará com 48 seleções. Com isso, os olhos do mundo estarão voltados para a região, celebrando o futebol e a diversidade cultural.
Mas, enquanto multidões acompanham o espetáculo esportivo, uma realidade menos visível permanece. Em áreas remotas do México, a perseguição aos cristãos continua sendo parte do cotidiano de muitos irmãos na fé.
Histórias como a de Juan (pseudônimo) mostram que, longe dos estádios e das câmeras, há vidas sendo transformadas – e desafiadas – pelo evangelho. Diante disso, veja como, ao longo dos jogos, você pode fazer a diferença na vida de milhares de cristãos perseguidos.
O México é um país onde há perseguição aos cristãos?
Sim. Embora muitos não associem o país a esse cenário, a perseguição aos cristãos no México é uma realidade em regiões marcadas pela atuação do crime organizado e por comunidades com tradições sincréticas que rejeitam a fé cristã.
Nesses contextos, a presença de igrejas e líderes cristãos pode ser vista como ameaça, especialmente quando confronta práticas ilícitas. Por isso, cristãos podem enfrentar intimidação, violência e restrições à sua liberdade.
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Como o evangelho avança em meio à violência?
Mesmo em contextos difíceis, Deus continua agindo por meio de seus filhos. Juan Manuel Ruiz (pseudônimo) é um exemplo disso. Ele sentiu o chamado de Deus para servir em uma das regiões mais impactadas pelo crime no México.
“Compartilhamos que Deus pode transformar vidas, que as pessoas não precisam mais de drogas ou de qualquer outra coisa. Apenas dele”, ele afirma.
Há 13 anos, ele trabalha com jovens mexicanos na região com convicção, apesar dos riscos extremos que enfrenta. Tem sido uma jornada de transformação de vidas, graça e milagres.

Ele compartilha como sobreviveu à tentativa de assassinato feita por um grupo de jovens que levou pedras para atirar contra eles.
“Eles estavam a menos de um metro. Mas foi como se alguém afastasse as pedras de suas mãos. A ira do coração estava sendo substituída por algo novo. Ouvi o Senhor dizer a mim: ‘Assim como você precisa de mim, eles também precisam‘”, recorda Juan.
Como o futebol se tornou uma ponte para o evangelho?
A resposta está na conexão com os jovens. Em comunidades vulneráveis, muitos adolescentes crescem cercados por violência, pobreza e pressão para ingressar no crime.
Juan percebeu isso ao acompanhar sua filha Karla, que jogava futebol. A tentação das propostas financeiras desse grupo é suficiente para que os jovens decidam se envolver com o crime.

Foi então que surgiu uma oportunidade: treinar um time feminino. Inicialmente, ele passou a reunir as atletas para breves momentos de oração e reflexões bíblicas.
“Ensinei como Deus as vê, como são preciosas aos olhos dele”, conta.
Com o tempo, mudanças começaram a surgir. O comportamento das meninas mudou, e até os pais perceberam.
“As meninas pararam de usar linguagem agressiva. Quando eram questionadas sobre a mudança de comportamento, respondiam: ‘Porque o treinador me disse que sou filha de Deus e devo agir como tal.’”
Mais de 120 jovens alcançados por meio do esporte
O impacto foi além do esperado. Em menos de um ano, mais de 120 jovens ouviram o evangelho por meio do esporte.
O projeto cresceu, alcançando outras comunidades, escolas e até centros de reabilitação. Segundo relatos locais, a violência entre jovens diminuiu significativamente.
“Quando a polícia perguntou aos adolescentes o porquê da mudança, eles disseram: ‘O pastor está nos ensinando que podemos viver de forma diferente.’”

Até aqueles que antes representavam ameaça foram transformados. Ele reconhece que o alcance foi muito além do futebol:
“Agora, aqueles meninos são meus amigos. Eles cuidam de mim e pedem conselhos. Percebemos que o que fazíamos estava transformando a comunidade muito além do que imaginávamos. Não era mais apenas um time, era um ministério para a glória de Deus.”
Desafios do ministério de Juan no México
À medida que o trabalho cresce, os riscos também aumentam. A presença de cartéis impõe limites e ameaças constantes.
“Podíamos ir até certo ponto, e até antes disso precisávamos pedir permissão”, relembra.
Em momentos de crise, o perigo se intensificou. Após uma operação contra o crime organizado, Juan e sua família precisaram fugir.

“As notícias não mostram o que realmente está acontecendo. Esta é a nossa realidade diária”, ele afirma.
Mesmo assim, a decisão permanece firme de servir no México em meio aos riscos:
“Minha família e eu decidimos que compartilhar a palavra é mais importante. Apesar dos riscos, confiamos em Deus acima do medo.”
Como responder a essa realidade?
O testemunho de Juan nos lembra que Deus continua agindo, mesmo em cenários desafiadores. E nós podemos participar disso por meio da oração.
Com a Copa do Mundo trazendo visibilidade ao México, este é um momento oportuno para interceder pela igreja que vive nessa realidade e as outras 13 nações representadas durante os jogos e fazem parte da Lista Mundial da Perseguição 2026.
Que, durante a Copa do Mundo 2026, cada partida também seja um convite à oração. Porque, enquanto o futebol conecta nações, a fé une o corpo de Cristo em um propósito eterno.
Ore enquanto eles jogam
Preparamos uma tabela especial de oração da Copa do Mundo 2026, torne cada jogo ainda mais especial com um momento de intercessão. Baixe agora e ore enquanto torce.
Perguntas frequentes
O México é um país cristão?
O cristianismo é a religião predominante no México, mas isso não impede que cristãos mexicanos enfrentem perseguição em algumas regiões remotas do país.
Quem persegue os cristãos no México?
Principalmente grupos do crime organizado e, em alguns casos, líderes de comunidades de tradições sincréticas que rejeitam o cristianismo.
Como posso apoiar os cristãos perseguidos?
Você pode orar, compartilhar essas histórias e apoiar os projetos da Portas Abertas que fortalecem os cristãos perseguidos.
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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