Bem vindo
Acesse sua conta ou registre-se gratuitamente.

Três mil famílias deslocadas recebem ajuda na África 

Feijão, óleo e roupas mostram de modo prático o amor da igreja global pelos cristãos perseguidos
Portas Abertas • 18 jan 2026
A ajuda foi entregue na igreja 8ème CEPAC que hoje acolhe cristãos deslocados na República Democrática do Congo

No Leste da República Democrática do Congo, inúmeras comunidades vivem em uma atmosfera sufocante de violência e injustiça nas mãos de grupos armados. Nesse cenário, os cristãos perseguidos são particularmente vulneráveis. Saiba mais sobre a perseguição a cristãos na República Democrática do Congo na Lista Mundial da Perseguição 2026.  

Por causa da fé, frequentemente, eles são os últimos a receber ajuda humanitária. Mas, graças ao seu apoio, em 2025, parceiros locais da Portas Abertas distribuíram alimentos e tecidos para 3.320 famílias cristãs deslocadas na região.  

O recomeço de Mariam após oito anos de fuga na África 

Mariam (pseudônimo), uma das cristãs socorridas, é mãe de sete filhos. A cristã perseguida na África vive em fuga desde 2017, passando por seis vilarejos diferentes: Otomaber, Idohu, Komanda, Mayangose, Ngadi e Masian. Em 2020, Mariam se abrigou na cidade de Goma, onde viveu cinco anos menos violentos. Mas logo tudo mudou.   

Embora os rebeldes do M23 não tenham demonstrado perseguir diretamente os cristãos e a igreja, houve relatos de ações do M23 que danificaram igrejas e locais de reunião cristãos. A insegurança nas áreas controladas pelo M23 torna a vida insustentável para cristãos locais.

Mariam recebendo ajuda emergencial da Portas Abertas na República Democrática do Congo

“Em 2025, começaram os massacres em Goma com o M23. Eles entraram e mataram pessoas por nada. Não fizemos nada de errado. Foi uma guerra para matar pessoas”, acrescenta Mariam. 

Apesar dos riscos, a família de Mariam viajou mais de 280 quilômetros de moto para Kasindi. Elas foram acolhidas, assim como cristãos deslocados de outras regiões, na 8ª igreja CEPAC, que é por si só um testemunho de resistência. Relembre os desafios e a restauração com batismo vividos pela igreja em Kasindi

“Cristo enxugou suas lágrimas dando-lhes comida, roupas e atividade” 

“Os deslocamentos me causaram hipertensão, eu estava doente e hospitalizada. Lembrei das pessoas mortas, e isso voltou para mim várias vezes”, compartilha Mariam. Com sua ajuda, ela e mais de três mil famílias receberam apoio imediato e apoio para subsistência. Mariam comprou peixe salgado, tomates e cebolas para revender e agora pode pagar por seus remédios e alimentar os filhos. 

“Irmãos e irmãs, muito obrigada por esta doação, um gesto que reforça minha fé em Cristo. Eu agora sei que existem cristãos como nós, que oram por nós e acabaram de enxugar nossas lágrimas neste momento difícil”, acrescentou Mariam. 

Para o pastor Kambale Kasuki, da 8ª igreja CEPAC, a entrega da ajuda também foi uma bênção. “Nós os alimentamos com a palavra de Deus, mas a necessidade de comida e outros itens essenciais nos encarava continuamente. Seu ato de generosidade e amor conosco nos marcaram. Os deslocados cantaram muito quando receberam a doação. Os que chegaram chorando, agora, têm sorrisos no rosto. Eles realmente viram e continuam vivendo o amor de Cristo por eles. Cristo enxugou suas lágrimas dando-lhes comida, roupas e atividade” 

O fim da violência na África Subsaariana começa com você 

Assine a petição Desperta África e junte-se a milhares de cristãos do mundo todo que estão unindo suas vozes pelo fim da violência na África Subsaariana. Assine agora e compartilhe com sua igreja

Um mulher olha para frente vestida com uma bata e turbante rosa com partes azuis e um lenço amarelo em volta de seu colo. No fundo marrom, lê-se "pelo fim da violência na África Subsaariana" e o botão em laranja "Assine a petição"