Evangelização na África - Parte 1

| 28/01/2009 - 00:00


Esta é a primeira parte do artigo intitulado Evangelização na África, escrito por Tom Pfeiffer para a Reuters.

Missionários enfrentam desafios ao evangelizar o norte da África

A agência de notícias Reuters publicou recentemente um artigo a respeito do avanço do evangelho na África. Tom Pfeiffer, autor do texto, disse que “uma nova geração de missionários cristãos disfarçados tem se voltado para os muçulmanos do norte da África, buscando novos convertidos e deixando alarmados os líderes islâmicos que dizem que eles enfraquecem e ameaçam a ordem pública”.

Os grupos missionários atuantes nessa região afirmam que o número de cristãos marroquinos cresceu de 100 para 1.500 em apenas 10 anos, e que os argelinos já passam de dezenas de milhares, apesar de não existirem números oficiais. Dizem ainda que a intenção é alcançar milhares de outros usando estratégias como internet e transmissão de TV via satélite.

O Alcorão afirma que ninguém pode ser forçado a seguir uma religião, mas muitos muçulmanos acreditam que abandonar o islamismo é dar as costas à família, à tribo ou ao país, e envergonhar os pais.

“Muitos muçulmanos me disseram: ‘Se eu encontrar você, irei matá-lo!’”, disse Amin, um jovem marroquino. Amin ainda disse que conheceu Jesus Cristo após sonhar com um homem vestido de branco que se aproximava dele em uma floresta e lhe entregava uma Bíblia.

“Quando contei ao meu pai que havia me tornado cristão, ele ficou mudo e olhando para mim. Então, ele me disse: ‘De agora em diante, você não é mais meu filho. Vá até essas pessoas, deixe que elas lhe alimentem e lhe dêem uma casa, e vamos ver quem se importa de verdade com você.” Atualmente, ele deixou sua cidade, parou de estudar e vive como tradutor, trabalho dado a ele por um grupo missionário cristão.
  
Os grupos missionários atuantes nos países do norte da África possuem parcerias bem amplas. Suas atividades têm crescido conforme mudam o foco para lugares aonde a mensagem cristã é pouco ouvida, diz Dana Robert, professora de “cristianismo mundial” na Universidade de Boston.

Perseguição em alta

 Os convertidos relatam as histórias de perseguição como evidência do risco que correm. Recentemente, um marroquino recém-convertido foi atirado contra com um balcão de um mercado por dois familiares e ficou paralítico. Em outra cidade do Marrocos, os habitantes ameaçaram decapitar um convertido se ele não renunciasse à fé.

 Os líderes islâmicos dizem que os missionários exploram as pessoas rebaixando a sua religião, e que escolhem como alvo os pobres, doentes e tentam conquistar o povo africano, dizendo a eles que o islamismo foi imposto pelos árabes. 

 Os missionários negam explorar os fracos e dizem que a clandestinidade dos convertidos faz com que tenham de estabelecer negócios nos quais eles possam contratá-los.  
 
 “Há três anos, comecei a orar a respeito dos lugares no mundo que não haviam conhecido o evangelho”, disse Tyler, membro de uma igreja batista de Ohio que estabeleceu o “Projeto Norte da África” no Marrocos. “O objetivo é apresentar claramente o evangelho e desfazer coisas que as pessoas possam ter falado sobre o cristianismo, como por exemplo, que a Bíblia está corrompida e que adoramos três deuses.”

Tyler tem preparado o campo para colegas, principalmente da América do Sul, que têm aprendido o dialeto marroquino e estabelecido pequenos negócios nos quais às vezes empregam os convertidos.


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