Orissa - Envolvimento da Portas Abertas Internacional

| 15/08/2009 - 00:00


O mês de agosto de 2009 marca um ano da violência contra os cristãos em Orissa. Depois dos ataques, colaboradores da Portas Abertas visitaram algumas pessoas e ouviram seus relatos sobre a violência. Abaixo, segue um texto especial sobre as ações realizadas para socorrer nossos irmãos. Confira também, em breve, a nossa nova página especial sobre a Índia um ano após os ataques

A Portas Abertas procurou amparar os cristãos perseguidos em Orissa. Nas semanas que se sucederam aos ataques, uma equipe da Portas Aberta distribuiu 6 mil kits com itens básicos às famílias que perderam todos os seus bens.

Cada kit continha utensílios de cozinha, pratos, xícaras, alimentos, roupas para uma família, remédios, mosquiteiro, produtos de higiene pessoal e, naturalmente, uma Bíblia.

Os kits foram transportados em caminhões-baú. Em poucas semanas, tudo foi comprado e distribuído.

A primeira fase desse projeto emergencial foi executada em segredo. Enquanto muitas organizações se retiraram por motivos de segurança, a Portas Abertas permaneceu ao lado da Igreja Perseguida.

Nos campos de refugiados, as pessoas receberam arroz e dal (sopa de lentilha) para comer, duas vezes por dia. No café da manhã, recebiam o arroz que sobrava da refeição anterior.

Nos campos, pedia-se constantemente por refeições não vegetarianas, mas o governo negou o pedido, considerando o alto custo.

Contudo, a Portas Abertas teve o privilégio de dar um almoço não vegetariano no Natal para quase 3 mil pessoas no campo de G-Udaigiri.

Em alguns lugares, as autoridades foram cooperativas e ajudaram na organização do trabalho. Mas, em outras áreas, o governo foi relutante e negou apoiar, causando até atrasos desnecessários que poderiam impedir o trabalho. Foi sob tais circunstâncias que os kits foram distribuídos pela equipe da Portas Aberta, que enfrentou os riscos e as ameaças.

Além da assistência material e médica, a Portas Abertas treinou equipes para fazer terapia do estresse pós-trauma. Também foi ministrado o seminário Permanecendo Firme Através da Tempestade, cujo objetivo é encorajar e ajudar a Igreja local.

Outra ação necessária foi instruir os cristãos sobre seus direitos legais. Muitos cristãos são analfabetos. A polícia tira proveito disso e distorce as ocorrências que os cristãos registram.

É normal que a polícia não registre as ocorrências apresentadas pelos cristãos. Se ela registrar, acaba ignorando as acusações, para que fundamentalistas hindus escapem da punição.

Com isso em mente, a Portas Abertas organizou seminários nos distritos de Kandhamal, Koraput e Bolangir, voltadas a assuntos legais. Os seminários tinham entre 3 a 4 dias de duração e foram ministrados por advogados cristãos, que doaram seus serviços.

Um advogado trabalhou conosco como voluntário e ajudou algumas vítimas a abrir processos, o que levou criminosos a ser condenados ou a fugir para a selva.

A jornada é longa até que a paz e a prosperidade retornem.  No entanto, a Portas Abertas se compromete a continuar com sua ajuda e espera que o Corpo de Cristo no mundo não se esqueça de sua família em Orissa.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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